Polícia

Madrasta diz que assassino de Mayara Amaral é ‘menino de família’

Apesar de matar com requintes de crueldade a musicista Mayara Amaral, de 27 anos, a madrasta de Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, disse em depoimento nesta sexta-feira (29) durante o julgamento do baterista, que o enteado seria um “menino de família”. Cristina Santos contou que Luis sempre foi muito calmo, carinhoso e “menino de […]

Thatiana Melo Publicado em 29/03/2019, às 09h29 - Atualizado às 14h03

Foto: Minamar Júnior
Foto: Minamar Júnior - Foto: Minamar Júnior

Apesar de matar com requintes de crueldade a musicista Mayara Amaral, de 27 anos, a madrasta de Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, disse em depoimento nesta sexta-feira (29) durante o julgamento do baterista, que o enteado seria um “menino de família”.

Cristina Santos contou que Luis sempre foi muito calmo, carinhoso e “menino de família”. Uma amiga do baterista também prestou depoimento, Keila Arruda. A mulher afirmou que o amigo sempre foi muito gentil e que nunca presenciou ele destratando nenhuma mulher.

O júri é composto por cinco mulheres e dois homens. O advogado de defesa de Luis contou que um laudo psicológico diz que o réu é semi-imputável, e que o laudo será apresentado durante o julgamento. Segundo o advogado, Conrado de Souza Passos, o laudo foi deferido pelo juiz, e isso, pode reduzir a pena de 1 a 2 terços.

Ainda segundo Conrado, Luis estaria arrependido do crime, “Este foi um episódio lamentável que aconteceu na vida deste jovem”, declarou. A família da musicista espera que Luis seja condenado há pelo menos 20 anos de prisão pelo crime.

Mayara Amaral teve a vida interrompida, em julho de 2017, quando foi morta com golpes de martelo pelo baterista Luís Alberto Bastos Barbosa, 29 anos. Ela também teria sido esganada e teve R$ 17,3 mil em bens roubados. Além de Luís, mais dois homens foram presos no dia seguinte ao achado do corpo, acusados de participação no assassinato, mas após investigações concluíram que o baterista agiu sozinho.

O corpo da musicista foi encontrado por peões de fazendas da região do Inferninho, ainda em chamas. A defesa do acusado usou como estratégia o fato de Luís ser usuário de drogas e pediu uma avaliação de sanidade mental do rapaz, por acreditar que o crime tenha sido motivado por um distúrbio muito além de sua vontade.

Madrasta diz que assassino de Mayara Amaral é 'menino de família'

Jornal Midiamax