Polícia

Justiça nega 2º pedido de liberdade a cafetina presa por matar ex-servidor da Sefaz

Foi negado pela segunda vez o pedido de liberdade feito pela defesa de Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, acusada de matar o ex-servidor da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Daniel Abuchain. O pedido foi negado pela Justiça na última quinta-feira, 11 de abril. Fernanda está presa desde o dia 21 de novembro de 2018, […]

Thatiana Melo Publicado em 13/04/2019, às 11h02 - Atualizado em 14/04/2019, às 08h18

Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo
Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo - Câmeras de segurança registraram vítima e autor juntos no dia do crime. Foto: Arquivo

Foi negado pela segunda vez o pedido de liberdade feito pela defesa de Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, acusada de matar o ex-servidor da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Daniel Abuchain. O pedido foi negado pela Justiça na última quinta-feira, 11 de abril.

Fernanda está presa desde o dia 21 de novembro de 2018, depois do corpo de Daniel ser encontrado no macroanel da cidade, após ser assassinado a facadas e pauladas dentro do banheiro de um motel.

O primeiro pedido de liberdade provisório com ou sem fiança foi feito pela defesa, no dia 15 de março e indeferido pelo juiz Aloizio Pereira do Santos, no dia 22 de março. De acordo com a publicação do Diário Oficial da Justiça, o pedido foi indeferido para “garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal”.

Audiência

Em fevereiro deste ano, testemunhas contaram durante audiência sobre o caso, que Fernanda chegou ao motel conduzindo o veículo Pajero, acompanhada por Daniel, no banco do passageiro. “Ela estava nervosa e ele parecia estar tranquilo”, informaram.

“Demorou 26 minutos, ela me pediu a conta e para comprar uma toalha. Ela pagou na janelinha do quarto e também pediu para que eu deixasse o portão aberto”, relata a recepcionista do motel.  A camareira relatou que o quarto estava cheirando sangue e que Fernanda pagou com três notas de R$ 50 com algumas manchas de sangue.

Contradições

Todos os investigadores relataram que Fernanda entrou em contradição muitas vezes em relação ao crime. Primeiro, afirmando que matou ele sozinha no carro por ser assediada por Daniel várias vezes. Depois, a mulher diz que estava sendo ameaçada por um homem e foi forçada a cometer o crime. “Ela está tentando encobrir alguém, talvez por medo, a gente não sabe”, relatou um dos investigadores de polícia.

“A Fernanda não falou toda a verdade sobre esse fato”, disse o investigador.

Investigação esquema de terceirizados

Daniel era investigado por supostamente participar de um esquema de terceirizados denunciado em 2016 pela força-tarefa do MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). Na ação impetrada, o Ministério Público alegou que Mário Sérgio Maciel Lorenzetto,  ex-secretário de Fazenda, o ex-adjunto da pasta André Luiz Cance, e o ex-superintendente de Gestão da Informação Daniel Nantes Abuchaim, a Itel Informática, bem como seu proprietário, o empresário João Baird teriam recebido mais de R$ 252.529,996 milhões do Executivo estadual com serviços terceirizados, em sua maioria de forma irregular.

Jornal Midiamax