Polícia

Justiça barra seguro de R$ 115 mil para oficial da PM que matou marido a tiros

A Justiça barrou o pagamento de seguro de vida a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, acusada de matar o marido Valdeni Lopes Nogueira, a tiros em julho de 2016, até que o processo criminal pelo assassinato seja resolvido, já que está em fase recursal. O pedido do pagamento do seguro foi negado no dia 26 de […]

Thatiana Melo Publicado em 01/03/2019, às 08h30 - Atualizado em 02/03/2019, às 09h55

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A Justiça barrou o pagamento de seguro de vida a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, acusada de matar o marido Valdeni Lopes Nogueira, a tiros em julho de 2016, até que o processo criminal pelo assassinato seja resolvido, já que está em fase recursal.

O pedido do pagamento do seguro foi negado no dia 26 de fevereiro deste ano. O valor da apólice é de R$ 115 mil. Mas, como ainda não foi esclarecido se Itamara agiu ou não em legítima defesa até que tudo seja esclarecido o pagamento fica suspenso.

Já sobre a tenente ir ou não a julgamento pelo assassinato, a decisão ainda deve sair neste ano. O advogado José Roberto da Rosa entrou na Justiça com a alegação de legítima defesa e que agora deve esperar pela decisão.

A tenente-coronel ainda cumpre algumas obrigações, como o comparecimento trimestral à Justiça, sob a pena de ter sua liberdade revogada.

O crime aconteceu no dia 12 de julho de 2016, na casa do casal, no bairro Santo Antônio. Valdeni após ser atingido por dois tiros foi socorrido, mas morreu na Santa Casa de Campo Grande. A briga do casal que acabou em morte teria começado após uma discordância sobre uma viagem que os dois iriam fazer.

Quando interrogada no dia do crime, a tenente-coronel afirmou que efetuou os disparos contra o marido em legitima defesa, já que ele queria matá-la. Ela disse que efetuou os disparos após o major ir buscar uma arma que estava no carro.

Relembre o caso

Durante uma briga, a tenente-coronel teria efetuado dois disparos contra o marido. O major Nogueira chegou a ser levado para a Santa Casa com um ferimento do tórax, mas não resistiu. Em dezembro de 2016 a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o homicídio e comprovou a versão apresentada por Itamara, a de legitima defesa.

Para a polícia, a policial, que chegou a participar de uma reconstituição do crime, afirmou que estava sendo agredida pelo marido e que no momento em que ele saiu para buscar a arma no carro, ela reagiu. No dia do crime, Itamara foi presa em flagrante, mas acabou liberada logo em seguida e desde então responde o processo em liberdade.

A primeira audiência sobre o caso aconteceu no dia 3 de outubro de 2017, às 13h30. Dez testemunhas de acusação foram ouvidas. A segunda audiência aconteceu no dia 21 de novembro de 2017, e a própria Itamara e outras nove testemunhas, essas de defesa, prestaram depoimento

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