Polícia

Júri inocenta ex-PM por assassinato de pedreiro em briga de trânsito

O ex-policial militar Samuel Araújo Lima foi absolvido da acusação de ter matado o pedreiro Wilson Meaurio, de 41 anos, em janeiro de 2012, no bairro Pioneira. Durante julgamento realizado nesta quinta-feira, no Fórum de Campo Grande, o júri entendeu que ele agiu em legítima defesa e ainda desclassificou as quatro tentativas de homicídio pelas […]

Renan Nucci Publicado em 02/05/2019, às 16h47 - Atualizado em 03/05/2019, às 09h27

Foto: Minamar Júnior
Foto: Minamar Júnior - Foto: Minamar Júnior

O ex-policial militar Samuel Araújo Lima foi absolvido da acusação de ter matado o pedreiro Wilson Meaurio, de 41 anos, em janeiro de 2012, no bairro Pioneira. Durante julgamento realizado nesta quinta-feira, no Fórum de Campo Grande, o júri entendeu que ele agiu em legítima defesa e ainda desclassificou as quatro tentativas de homicídio pelas quais ele respondia.

Ou seja, os jurados não entenderam que houve, de fato, tentativa de homicídio. Por este motivo, a justiça pediu novas diligências, com o objetivo de saber se as vítimas da tentativa de homicídio têm interesse em representar criminalmente contra ele por crimes de menor potencial ofensivo, como lesão corporal.

A irmão do policial, Sueli Araújo Lima, que à época era investigadora da Polícia Civil e hoje é delegada, foi absolvida do crime de disparo de arma de fogo. Apesar de não responder mais pelo homicídio, Samuel aguarda desdobramentos referentes às vítimas da suposta tentativa de homicídio.

Conforme noticiado, o dia do crime, Samuel estava indo na casa da noiva, quando fez uma manobra em cima da calçada e os familiares do pedreiro que comemoravam a passagem do ano teriam se incomodado. Samuel afirmou que não teria tentado atropelar ninguém.

O grupo teria partido para a sua direção e quando ele saiu do carro foi agredido com várias pauladas na cabeça e corpo. O ex-PM, então, conseguiu correr e ligar para a casa de sua mãe, sendo que a irmã atendeu e ele pediu por socorro e para levar a arma dele até o local, que estavam querendo assassiná-lo.

A irmã pegou a arma de Samuel e colocou na bolsa e saiu com a sua arma em mãos. Ao chegar ao local viu uma aglomeração de pessoas em volta do carro e achou que Samuel estivesse ou muito ferido ou morto dentro do veículo. Ela, então, fez dois disparos para o alto para dispersar as pessoas se identificando como policial.

Neste momento, Samuel chegou por trás e tomou a arma da irmã de suas mãos e entrou na casa dos supostos agressores. Segundo ele, Wilson teria saído de dentro da residência com algum objeto nas mãos, e por isso, fez os disparos.

Ele disse que não tinha a intenção de matar, mas queria prender seus agressores. “Agi em legítima defesa”, afirmou Samuel no seu julgamento. Ele ainda alegou que quando era espancado, um dos agressores teria dito “Vai lá pega uma arma, vamos matar este policial safado”. Samuel não soube dizer quem seria esta pessoa.

Jornal Midiamax