Polícia

Comparsa afirma que mortes no Danúbio Azul tinham como mandante amante de Nando

Foi a julgamento nesta segunda-feira (18), em Campo Grande Jader Alves Correia apontado como comparsa de Luís Alves, conhecido como Nando. Jader foi a júri pelo assassinato de Ana Cláudia Marques, morta no dia 29 de agosto de 2016, no Danúbio Azul. Durante o julgamento, Jader negou que tivesse qualquer envolvimento com o assassinato da […]

Thatiana Melo Publicado em 18/11/2019, às 09h39 - Atualizado em 13/07/2020, às 10h31

(Marcos Ermínio, Midiamax)
(Marcos Ermínio, Midiamax) - (Marcos Ermínio, Midiamax)

Foi a julgamento nesta segunda-feira (18), em Campo Grande Jader Alves Correia apontado como comparsa de Luís Alves, conhecido como Nando. Jader foi a júri pelo assassinato de Ana Cláudia Marques, morta no dia 29 de agosto de 2016, no Danúbio Azul.

Durante o julgamento, Jader negou que tivesse qualquer envolvimento com o assassinato da empregada doméstica e acusou Nando e seu comparsa Jean de serem os autores do crime. “Não vou confessar algo que não fiz. Tive tempo para fugir, mas não fui por que não sou culpado”, disse.

Jader ainda falou que conhecia tanto a vítima como Nando e Jean, e acredita ter sido implicado no crime por ter tido problemas no bairro, já que em uma das vezes arrumou confusão depois que furtaram botijão de gás da casa de sua avó. Ele ainda falou que em algumas ocasiões já havia discutido com Ana Cláudia por ela ter se envolvido com o tráfico, e por também ficar com outros homens enquanto seu marido estava preso.

Segundo Jader os assassinatos no Danúbio Azul tinham como mandantes Jeová Ferreira Lima de 57 anos, o Vasco, e que Nando executava as ordens dele já que eram amantes. Ainda segundo Jader, Vasco teria relacionamento com todas as mulheres assassinadas na região. Em todos os seus depoimentos, Nando sempre afirmou que o mandante dos crimes no Danúbio Azul era Vasco, e que havia sido denunciado como autor por ter um relacionamento com ele e saber de tudo.

Ana Cláudia Marques, de 37 anos, era mãe de 6 filhos e foi assassinada em setembro de 2015 por dívidas de drogas com o grupo. Ela foi localizada no dia 23 de novembro de 2016 e enterrada no último dia 19 de agosto de 2017.

Mortes Danúbio Azul

‘Café’, que não teve o nome divulgado, foi morto por Jean, Michel e Nando e localizado em uma das primeiras escavações. Ele devia dois fretes no valor de R$ 170 para Nando.

‘Alemão’, morto há 4 anos por Jean, Nando e uma terceira pessoa ainda não identificada e também já foi encontrado. Ele vendeu para um integrante do grupo criminoso uma TV e usou o dinheiro para comprar drogas. Ao descobrirem que o aparelho era furtado, os criminosos mataram o rapaz.

Bruno Santos da Silva, o ‘Bruninho’, foi assassinado em 2013 por Nando e localizado pela polícia na semana passada. Em 2009 ele teria agredido um sobrinho de Nando, que o estrangulou por vingança.

Ana Cláudia Marques, de 37 anos, era mãe de 6 filhos e foi assassinada em setembro de 2015 por dívidas de drogas com o grupo. Ela foi localizada no dia 23 de novembro de 2016 e enterrada no último dia 19 de agosto de 2017.

Flávio Soares Correa, morto em abril de 2015, com 25 anos. Foi assassinado por Jean e Nando porque praticava furtos no bairro e era considerado ‘afeminado demais’ pelos criminosos.

No dia 24 de novembro foram encontrados, Jhennifer Luana Lopes, a Larissa, morta em março de 2016, aos 16 anos, por Nando e Michel porque praticava furtos e Lessandro Valdonado de Souza, de 13 anos, que foi assassinado porque flagrou uma traição da cunhada Talita.

Outra vítima encontrada foi identificada como Aline Farias Silva, de 22 anos. Ela foi morta por furtas objetos no bairro para comprar drogas. A família só conseguiu realizar o enterro um ano e seis meses após a morte. O sepultamento ocorreu no dia 29 de julho de 2017.

Jornal Midiamax