Polícia

Comissão de Direitos Humanos vai acompanhar caso de tortura em delegacia, diz OAB-MS

A CDH (Comissão de Direitos Humanos) da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) vai instaurar processo interno para acompanhar as investigações sobre a denúncia de tortura em delegacias do estado. Oito policiais são réus na investigação após denúncia do Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), […]

Dayene Paz Publicado em 05/06/2019, às 15h29 - Atualizado às 15h58

Sede da OAB/MS, em Campo Grande. (Divulgação).
Sede da OAB/MS, em Campo Grande. (Divulgação). - Sede da OAB/MS, em Campo Grande. (Divulgação).

A CDH (Comissão de Direitos Humanos) da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) vai instaurar processo interno para acompanhar as investigações sobre a denúncia de tortura em delegacias do estado. Oito policiais são réus na investigação após denúncia do Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), ligado ao MPE (Ministério Público Estadual).

O Jornal Midiamax contou em detalhes os crimes que ocorreram em delegacias no ano de 2016, após prisões de suspeitos de roubo a banco em Sonora. “A Comissão tomou conhecimento a partir da mídia da denúncia. Diante disto, a Comissão vai instaurar processo interno e designar relator para acompanhar os fatos”, informou a OAB-MS.

Ainda, conforme nota, a comissão vai cobrar as medidas de responsabilidades caso os fatos forem confirmados. “É uma situação delicada. Caso a vítima procure a OAB/MS, também será dado todo o apoio necessário”.

O Jornal Midiamax também procurou a Corregedoria-Geral da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul e o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), que ainda não se manifestaram sobre a denúncia.

Segundo a investigação realizada pelo Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), os crimes teriam acontecido após a prisão de suspeitos de envolvimento com roubos a banco na cidade de Sonora, a 351 km da Capital. Dois homens, de 30 e 39 anos, presos na época por suspeita de participação no roubo, foram submetidos a tratamento de tortura nas delegacias e em um dos casos, o preso chegou a acordar recebendo massagem cardíaca.

Jornal Midiamax