Polícia

Casal de golpistas digitais enviava links falsos para roubar dados

Ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (11), em Itaporã, terminou com a prisão de um casal de estelionatários que estava hospedado em hotel. Por meio do uso de celulares conectados à internet, eles distribuíam links de sites falsos nas redes sociais para roubar dados das vítimas, e […]

Renan Nucci Publicado em 11/04/2019, às 13h38 - Atualizado às 13h46

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Ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (11), em Itaporã, terminou com a prisão de um casal de estelionatários que estava hospedado em hotel. Por meio do uso de celulares conectados à internet, eles distribuíam links de sites falsos nas redes sociais para roubar dados das vítimas, e depois trocavam o número de celular vinculado aos cartões bancários para que pudessem usufruir das contas.

De acordo com o site Itaporã News, Heliton Vargas Portella, de 24 anos, e Raíssa Gabrieli da Silva, 19, estavam no estabelecimento há cinco dias e chamaram a atenção porque quase nunca saíam do quarto. Somente o rapaz saía às vezes, à noite. Além disso, não deixavam que outras pessoas entrassem no local, por exemplo, para fazer o serviço de limpeza.

A Polícia Militar foi acionada e quando chegou no hotel, se deparou com Heliton acertando as diárias. Com apoio da Polícia Civil, houve revista pessoal e também no quarto. A todo foram encontrados 31 cartões de chip de celular, dois deles já com nomes de terceiros, R$ 1.241,70 em dinheiro, quatro celulares, 59 chips e três cadernos de notas com números de cartões de crédito e de CPF.

Questionado, o suspeito disse que usava sites falsos para aplicar golpes. Ou seja, enviava links de oferta de sites famosos pelo Facebook e pelo Email, e quando as vítimas acessavam, acabavam direcionadas para sites falsos, onde colocavam os dados pessoais imaginando que aproveitariam uma promoção legítima. Neste momento, o estelionatário conseguia roubar os dados.

O rapaz ainda confessou que atuava em parceria com a Raíssa. Todos os dados tomados eram repassados a ela que, por sua vez, acionava a operadora do cartão para trocar o número do celular cadastrado e email, sem que vítima tivesse conhecimento do golpe. Deste modo, eles ficavam com o cartão liberado para uso digital. A dupla estava há cinco meses no ramo. Eles foram levados à Delegacia de Polícia Civil.

Jornal Midiamax