Polícia

Advogado diz que mãe de adolescente morto por PM está abalada e pede justiça

A mãe de Luiz da Silva Souza Júnior, morto no dia 10 de junho de 2017, com um tiro no pescoço por um segurança após uma confusão na Chácara da República, está completamente abalada. Segundo o advogado da família, Victor Fujimoto, ela teria tentado suicídio duas vezes, após o crime. Na tarde desta segunda-feira (1º), aconteceu […]

Ana Paula Chuva Publicado em 01/04/2019, às 17h22 - Atualizado em 05/04/2019, às 12h49

Foto: Dayene Paz
Foto: Dayene Paz - Foto: Dayene Paz

A mãe de Luiz da Silva Souza Júnior, morto no dia 10 de junho de 2017, com um tiro no pescoço por um segurança após uma confusão na Chácara da República, está completamente abalada. Segundo o advogado da família, Victor Fujimoto, ela teria tentado suicídio duas vezes, após o crime. Na tarde desta segunda-feira (1º), aconteceu a segunda audiência do caso. O acusado pelo crime é o policial militar Gesus Fernandes de Oliveira.

Foram ouvidas quatro testemunhas de defesa e uma de acusação. Entre elas seguranças e um DJ que tocava no local no dia do crime, que afirmaram que Gesus não estaria usando touca ninja no dia do crime e que os disparos que ouviram vinham apenas do lado de fora da casa noturna.

Ainda de acordo com as testemunhas, o PM sempre ia ao local e uma delas, o DJ afirmou que não sabia que Gesus fazia serviço de segurança.

A próxima audiência está marcada para 22 de abril. Na data, Gesus será ouvido.

Primeira Audiência

A primeira audiência do caso foi realizada no dia 13 de fevereiro de 2019, um ano e oito meses depois do crime. Na ocasião, seis testemunhas de acusação foram ouvidas.

A defesa chegou a afirmar que o policial não atuava como segurança do local, mas sim, teria ido curtir o evento. A acusação contesta, já que testemunhas afirmam que no dia do crime, Gesus teria revistado a vítima antes de entrar na chácara. “Ele era segurança, tanto que revistou o Juninho e o pessoal disse que ele estava sendo agressivo”, afirmou um amigo da vítima.

Amilton Ferreira de Almeida, advogado do PM, chegou a alegar que a vítima estaria armada na data do crime e que seu cliente agiu em legitima defesa. Já testemunhas que estavam no local na hora do ocorrido negam o fato.

A irmã da vítima, Yndrid Luíza atesta que Juninho não tinha o costume de andar armado e que saiu escondido no dia do crime. “Minha mãe não deixava ele sair muito, então ele saiu escondido nesse dia”, conta. “Só lembro quando os amigos dele bateram na nossa porta dizendo que meu irmão foi baleado”, fala a irmã.

Todas as testemunhas lembraram poucos detalhes do dia, mas contam que o adolescente foi baleado na nuca e depois, Gesus teria saído do local em um carro preto.

Jornal Midiamax