Acusado de ocultar corpo de cunhada e esfaquear esposa, Hugleice presta depoimento

Hugleice da Silva, de 35 anos, acusado de tentar matar a esposa a facada prestou depoimento na tarde de quinta-feira (07) no Fórum de Rondonópolis (MT), cidade onde ocorreu o crime. Hugleice também é acusado de esconder o corpo da cunhada, Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, em um canavial em Sidrolândia, no ano de […]
| 09/03/2019
- 01:46
Acusado de ocultar corpo de cunhada e esfaquear esposa, Hugleice presta depoimento

Hugleice da Silva, de 35 anos, acusado de tentar matar a esposa a facada prestou depoimento na tarde de quinta-feira (07) no Fórum de Rondonópolis (MT), cidade onde ocorreu o crime. Hugleice também é acusado de esconder o corpo da cunhada, Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, em um canavial em Sidrolândia, no ano de 2011, após um aborto malsucedido.

De acordo com o advogado José Roberto da Rosa, Hugleice disse em depoimento que descobriu mensagens íntimas de celular da esposa com um outro homem. Com isso, os dois iniciaram uma discussão e entraram em luta corporal, antes de Hugleice esfaquear a esposa no pescoço.

Ele está presídio de Mata Grande em Rondonópolis (MT).  Ainda segundo o advogado, haverá mais oitivas antes de saber se o acusado será julgado por tentativa de homicídio ou lesão corporal dolosa.

Hugleice estava foragido até novembro do ano passado, quando foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-163 em Dourados. Ele estava escondido em casa de parentes na cidade, mas acabou preso na rodovia durante uma abordagem da PRF.

Ainda segundo o advogado é possível que Hugleice nem seja julgado pelo crime de ocultação de cadáver em relação a Marielly, já que a prescrição para o crime seria de quatro anos.

Caso Marielly

O crime, que causou comoção em Campo Grande, veio à tona quando foi registrado o desaparecimento de Marielly Barbosa Rodrigues no dia 21 de maio de 2011. O corpo da jovem foi encontrado no dia 11 de junho em um canavial em Sidrolândia, já em adiantado estado de decomposição.

Em investigações, a polícia chegou à conclusão que Marielly foi vítima de um aborto malsucedido cometido pelo enfermeiro Jodimar Ximenez Gomes.

No inquérito que apurou a morte também foi apontada participação direta do cunhado, Hugleice da Silva, na época com 28 anos. Ele teria engravidado a jovem e contratado o enfermeiro Jodimar para realizar o aborto. Tudo como uma tentativa de encobrir a traição, já que a esposa de Hugleice era irmã de Marielly.

Durante a época das investigações, tanto a mãe quanto a irmã de Marielly afirmaram que colocariam a “mão no fogo” por Hugleice, e que ele não seria capaz de cometer o crime

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