Policial Militar suspeito de facilitar fuga de chefe de quadrilha na Máxima está preso

O Policial Militar suspeito de facilitar a fuga do líder de uma quadrilha de assaltantes na madrugada de sábado, no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, está preso o Presídio Militar, que fica no Complexo Penitenciário do Jardim Noroeste, em Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, um processo […]
| 22/05/2018
- 15:36
Policial Militar suspeito de facilitar fuga de chefe de quadrilha na Máxima está preso

O Policial Militar suspeito de facilitar a fuga do líder de uma quadrilha de assaltantes na madrugada de sábado, no Estabelecimento Penal de Segurança Jair Ferreira de Carvalho, está preso o Presídio Militar, que fica no Complexo Penitenciário do Jardim Noroeste, em Campo Grande.

De acordo com a assessoria de imprensa da PM, um processo administrativo interno será aberto na Corregedoria-Geral da PMMS para apurar a sua conduta e sua permanência ou não na  corporação.

O policial ingressou na PM do estado em setembro de 2015 e foi transferido para o Batalhão PM de Guarda e Escolta em janeiro de 2018.

A fuga

Na madrugada de sábado, Tiago Vinícius Vieira, chefe de uma quadrilha que promove grandes assaltos na Capital e atua também no contrabando de armas, conseguiu fugir da Máxima por meio de uma escada que ele construiu com cordas e madeira.

Condenado a 16 anos de prisão por dois roubos à mão armada e por porte ilegal de armas. Segundo a Agepen, ele cumpria pena por tráfico de entorpecentes, roubo, posse de documento falso, porte ilegal de arma e homicídio.

Tiago é considerado um preso de alta periculosidade e é suspeito de ser um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a Agepen, ele possui histórico no sistema prisional de MS desde 2009. Já passou pelo Presídio de Trânsito de Campo Grande, Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, de Segurança Máxima, de segurança média de Três Lagoas e no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.
Ainda segundo a Agepen, não há histórico de tentativas de fuga anterior e o comportamento era considerado bom.

 

Operação Cerberus

Em junho de 2017 a Polícia Federal deflagrou a Operação Cerberus contra a quadrilha especializada em contrabando de armas, que planejava o resgate de Tiago.

Na Capital, foram presos três rapazes, identificados como Dario Aparecido Cunha de Almeida Junior, braço direto de Tiago; Mateus da Silva Alves e Deividson Júlio Lourival da Silva Oliveira. Eles estavam em uma casa no Jardim Itamaracá. Na residência foram encontrados dois fuzis, duas espingardas, seis pistolas 9 mm, coletes à prova de balas e R$ 8 mil.

A namorada de Tiago foi presa em uma casa no Rita Vieira. No local, os policiais encontraram uma pistola e vários relógios. Nas duas casas foram apreendidos quatro carros e uma moto.

A operação foi em conjunto com policiais do Batalhão de Choque e com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul). As investigações tiveram início em março, quando Tiago planejou uma fuga da Penitenciária de Três Lagoas com o uso de uma pistola calibre .380.

Atividade dentro do presídio

Segundo a Polícia Federal, de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, ele comandava as ações da quadrilha no contrabando de armas de fogo que seriam revendidas no sudeste do país, além de orquestrar nova tentativa de fuga mediante a rendição e possível assassinato de agentes penitenciários durante escolta para consulta médica.

 

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