Polícia

Operação Nevada: desde 2016, irmãos já tentaram mais de dez pedidos de liberdade

Os irmãos Odir Fernando dos Santos e Odacir Santos Correa já tentaram na Justiça Federal, desde 2016 quando forma presos durante a Operação Nevada, em Campo Grande, mais de dez recursos com pedidos de liberdade. Nesta segunda-feira (18), o juiz da 3 Vara Federal Bruno Cézar da Cunha Teixeira negou mais um dos pedidos. Na […]

Evelin Cáceres Publicado em 18/06/2018, às 15h18 - Atualizado às 16h03

Mansão onde moravam irmãos em Campo Grande
Mansão onde moravam irmãos em Campo Grande - Mansão onde moravam irmãos em Campo Grande

Os irmãos Odir Fernando dos Santos e Odacir Santos Correa já tentaram na Justiça Federal, desde 2016 quando forma presos durante a Operação Nevada, em Campo Grande, mais de dez recursos com pedidos de liberdade. Nesta segunda-feira (18), o juiz da 3 Vara Federal Bruno Cézar da Cunha Teixeira negou mais um dos pedidos.

Na decisão, o magistrado afirma que qualquer novo recurso deve ser realizado no próprio processo da Operação Nevada. “No total, com este foram mais de dez pedidos de liberdade provisória/revogação da prisão preventiva formulados, indeferidos com sólidas considerações, inclusive veementes decisões desfavoráveis em habeas corpus do Eg. TRF da 3ª Região”, argumentou.

Tráfico internacional de cocaína

Apresentados pela Polícia Federal como chefes de tráfico internacional de cocaína com sede em Campo Grande, ambos aguardam julgamento presos desde a operação. Na decisão, o juiz ressalta que há ‘alusão a indícios fortes de participação em organização criminosa operante e audaz, com ramificação internacional e enorme poder econômico”.

Os irmãos mantinham, segundo investigações, um avião para o tráfico de cocaína, uma mansão avaliada em mais de R$ 3 milhões na Rua Serra Nevada, em Campo Grande, e mais de 2 milhões de dólares em espécie quando foram presos. Também foram recolhidos 700 quilos de cocaína, dois revólveres calibre 38, munições 9mm e de fuzil calibre 5,56 mm.

Conforme os delegados, a cocaína produzida na Bolívia chegava em Mato Grosso do Sul por avião e arremessavam a droga para fazendas de Porto Murtinho, onde comparsas pegavam a droga.

A quadrilha envolvida no esquema movimentou R$ 14 milhões em quatro anos e mantinha vida de luxo. Para lavar o dinheiro do crime, os traficantes usavam revenda de carros de luxo na Capital.

Itens de luxo

O alto padrão dos irmãos chamou a atenção dos policiais à época da operação. Dezenas dos itens apreendidos foram leiloados e avaliados em mais de meio milhão de reais. Entre eles, correntes de ouro com diamantes, anéis, relógios da marca Rolex, em ouro branco 18k avaliados em mais de R$ 80 mil cada.

Roupas das marcas Daslu, Ellus e Diesel também estavam na lista.

Jornal Midiamax