Polícia

Matou estilista depois de briga porque se recusou a fazer sexo com ele

Alan Silva Santos, de 20 anos, foi a julgamento nesta sexta-feira (26) pelo assassinato do estilista Altivane Ramos Borges, de 54 anos, que foi encontrado morto em casa, no bairro Taquarussu, no dia 5 de setembro de 2016, em Campo Grande. Em depoimento, Alan contou que a briga começou depois que o estilista saiu do banho […]

Thatiana Melo Publicado em 26/10/2018, às 09h38 - Atualizado em 27/10/2018, às 11h13

Foto: Clayton Neves
Foto: Clayton Neves - Foto: Clayton Neves

Alan Silva Santos, de 20 anos, foi a julgamento nesta sexta-feira (26) pelo assassinato do estilista Altivane Ramos Borges, de 54 anos, que foi encontrado morto em casa, no bairro Taquarussu, no dia 5 de setembro de 2016, em Campo Grande.

Em depoimento, Alan contou que a briga começou depois que o estilista saiu do banho e queria manter novamente relações sexuais com o rapaz, que se negou. Ainda segundo o autor ele teria tentado terminar com Altivane, já que estava em outra relação, mas o estilista não teria gostado.

Altivane, então, teria se colocado em frente a porta da saída da residência para impedir que Alan fosse embora. Neste momento, o rapaz empurrou e desferiu um soco no peito do estilista que caiu no chão. A vítima se levantou e foi agredida novamente com um soco no pescoço pelo jovem.

Em seguida, Alan aplicou uma gravata, que acabou quebrando o osso do pescoço de Altivane. Ele disse que não sabia que tinha matado o estilista, que foi colocado em cima da cama por ele, mas as alegações foram contestadas pelo MP (Ministério Público), que indagou os motivos para o réu tentar limpar a cena do crime, levando com ele na fuga os pratos, copos, e latas de cerveja que havia usado na casa da vítima.

O MP ainda indagou a força usada na gravata aplicada por Alan em Altivane que acabou quebrando o osso do pescoço da vítima. O rapaz na época disse que tinha conhecido o estilista há cerca de quatro meses, pelo Facebook, após aceitar um convite da vítima. Eles teriam trocado mensagens e fotos e marcado um encontro, que aconteceu dois meses depois. A partir de então, a vítima teria mantido contato virtual com Alan.

Dia do crime

O crime aconteceu no dia 4 de setembro de 2016, quando o estilista teria buscado Alan no terminal Bandeirantes passando em uma conveniência para comprar cerveja e em seguida foram para a casa da vítima, no Taquarussu. Lá teriam apenas conversado, por cerca de 4 horas, bebido as cervejas e comido um macarrão. Mas, quando Alan mencionou que iria embora, Altivane teria insistido e colocado-se entre o suspeito e a porta. Foi então que Alan desferiu o primeiro soco, que derrubou a vítima. O segundo, na garganta, foi desferido enquanto Altivane se levantava. Por fim, Alan admitiu que deu uma gravata na vítima.

O último golpe teria matado o estilista, mas Alan nega que tenha percebido Altivane morto. Ainda assim, ele colocou a vítima na cama, recolheu latas de cerveja e pratos sujos, colocou tudo num saco e saiu com o veículo da vítima, abandonando-o na BR-060, assim como as latas e pratos, e voltou para casa, no Pênfigo, a pé.

O suspeito também ficou com o celular da vítima, a fim de ocultar as mensagens trocadas entre eles, e chegou a trocar, há cerca de 10 dias, o aparelho por outro modelo pelo site OLX. O homem com quem Alan negociou também foi conduzido à delegacia, mas liberado em seguida. O aparelho foi recuperado.

Jornal Midiamax