Polícia

Justiça aceita denúncia e mantém prisão de pai e madrasta de bebê que morreu pisoteado

O juiz César de Souza Lima da 3ª Vara Criminal de Dourados, aceitou nesta quinta-feira (6) denúncia do Ministério Público Estadual contra o casal Rodrigo Avalo dos Santos, de 25 anos e Jéssica Leite Ribeiro, de 21, acusados pela morte do bebê de 1 ano morto após ser pisoteado por Jéssica. Na decisão o magistrado […]

Clayton Neves Publicado em 07/09/2018, às 15h20 - Atualizado em 08/09/2018, às 10h44

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O juiz César de Souza Lima da 3ª Vara Criminal de Dourados, aceitou nesta quinta-feira (6) denúncia do Ministério Público Estadual contra o casal Rodrigo Avalo dos Santos, de 25 anos e Jéssica Leite Ribeiro, de 21, acusados pela morte do bebê de 1 ano morto após ser pisoteado por Jéssica. Na decisão o magistrado manteve a prisão preventiva da dupla.

“A segregação dos acusados para garantia da ordem pública é imperiosa, pois praticou crime de grande repercussão social, com extrema violência, ou seja, ceifaram a vida de uma criança com 1 ano de idade. A extrema violência com que agiram demonstram a periculosidade dos agentes, em clara ameaça à sociedade”, considerou o juiz em sua decisão.

Assim, Jéssica e Rodrigo vão responder presos pelo crime de homicídio qualificado, assim como sugeriu o Ministério Público.

A criança morreu no dia 16 de agosto após ser torturado e pisoteado pela madrasta. Segundo despacho do MP, o pai tinha conhecimento do tratamento a que o filho era submetido pela esposa, já que o bebê tinha lesões antigas que lhe eram de conhecimento. Na avaliação do MP, o pai foi omisso porque sabia das agressões e nada fez.

O bebê teve fratura nos arcos costais após a madrasta pisar na barriga dele, que segundo ela o teria feito para melhorar a prisão de ventre do enteado que chorava muito. O MP classificou o crime como de meio cruel sem possibilidade de defesa da vítima.

No dia 27 de agosto, a Justiça negou o pedido de revogação da prisão preventiva.

Jéssica Leite teve sua prisão preventiva decretada e foi indiciada por homicídio qualificado. Ela confessou na delegacia ter pisado na barriga do bebê, que chorava por causa de cólicas. Em depoimento, ela disse ter usado as mãos e os joelhos para apertar a barriga da criança, e teria se excedido na força. Jéssica foi transferida para o presídio da cidade de Corumbá, no dia 31 de agosto.

O crime

No dia 16 de agosto, o Samu (Serviço Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrer o bebê, mas quando chegou à casa a criança já estava morta. A madrasta do bebê disse que ele tinha passado mal e ela tentado fazer a ressuscitação. Mas, laudos médicos apontaram hematomas que não condiziam com o depoimento da mulher, que demorou cerca de 1 hora para acionar o socorro para o enteado.

O bebê sofreu várias fraturas nos arcos costais, o que resultou no dilaceramento do fígado, causando sua morte por choque hemorrágico. A criança ainda tinha hematomas antigos e ferimentos recentes no couro cabeludo.

Jornal Midiamax