Polícia

Jovens que mataram ‘amigo’ a pedradas pegam sete anos de prisão cada

Condenados pelos crimes de homicídio simples e corrupção de menores

Diego Alves Publicado em 22/03/2018, às 22h42

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Condenados pelos crimes de homicídio simples e corrupção de menores

João Paulo Carvalho Batista de Souza e Bruno Ribeiro Gonçalves acusados de matar o então amigo Igor Marques Antenore, 20, durante festejos de Ano Novo em 2016 em Três Lagoas, cidade a 325 quilômetros de Campo Grande, foram condenados pelo Júri Popular.Jovens que mataram ‘amigo’ a pedradas pegam sete anos de prisão cada

Eles foram condenados pelos crimes de homicídio simples e de corrupção de menores devido à participação de um adolescente nas agressões.

Bruno teve a pena maior porque também foi condenado pelo crime de uso próprio de documento de terceiro. De acordo com o site JpNews, a pena será cumprida em regime inicial semiaberto.

João Paulo Carvalho Batista de Souza foi condenado a seis anos por homicídio e a um ano pelo crime de corrupção de menores. Já Bruno Ribeiro Gonçalves, também foi sentenciado a seis anos por homicídio e a um ano por corrupção de menores. Mais quatro meses de reclusão e 10 dias-multa pelo crime de uso como próprio de documento de terceiro.

Assassinato

De acordo com o inquérito policial, na madrugada do dia 1º de janeiro de 2016, João Paulo e Bruno foram à casa da vítima e a mataram, por motivo torpe e com série de crueldades. A briga teria iniciado na Lagoa Maior, onde era realizada a festa de Ano Novo. No local, Igor teria se abraçado com o pai e o réu João Paulo Souza teria dito que ia filmar a cena, em tom de chacota. Irritado, Igor derrubou o celular do acusado no chão.

Após a festa, os dois réus e um adolescente, foram à casa de Igor, que em desvantagem numérica, recebeu uma paulada na cabeça desferida pelo adolescente e diversas pedradas na cabeça dadas por Gonçalves, fazendo com que Igor caísse. Em seguida, ele foi atingido por um bloco de concreto na cabeça lançado por João. Igor ainda foi agredido com vários socos, chutes e pedradas. As lesões o levaram à morte, conforme a perícia.

Os dois acusados estavam presos na Penitenciária Masculina de Segurança Média de Três Lagoas desde o dia 3 de janeiro daquele ano, quando tentavam embarcar para a capital sul-mato-grossense. (Foto: Hugo Leal)

Jornal Midiamax