Polícia

Bandidos armados rendem motorista de Uber e o obrigam a fazer corrida

Um dos suspeitos foi preso

Mariane Chianezi Publicado em 01/04/2018, às 16h29

None

Um dos suspeitos foi preso

Um motorista de Uber, de 24 anos, foi rendido por bandidos armados na tarde deste sábado (31) no Bairro Lageado, em Campo Grande. Os suspeitos usaram a conta de uma mulher no aplicativo para solicitar serviço e depois obrigaram o rapaz a dirigir até a Avenida Afonso Pena. Um dos suspeitos, de 22 anos, foi preso.

Conforme o boletim de ocorrência, depois de atender chamado para uma suposta passageira com o nome de ‘Ana Flávia’, o rapaz chegou no endereço indicado, mas não viu nenhuma mulher. Quando se preparava para sair do local, um jovem se aproximou e com uma arma, bateu no vidro do carro.

O motorista então destravou as portas do veículo e um suspeito entrou e sentou no banco dianteiro do passageiro, enquanto o outro sentou atrás. Os bandidos então falaram para a vítima seguir o endereço que estava na rota do aplicativo, Rua Joel Dibo, próximo ao Horto Florestal.

Se aproximando do local, o suspeito que estava no banco traseiro disse para ele parar em um local que não tivesse câmeras de segurança e então o condutor parou na Avenida Afonso Pena esquina com a Ernesto Geisel.Bandidos armados rendem motorista de Uber e o obrigam a fazer corrida

Prisão em flagrante

Durante o trajeto, os suspeitos conversavam entre si. O suspeito que estava sentado no banco dianteiro tirou da mochila um invólucro e disse ao comparsa: “Tem 50 gramas e dá pra (sic) gente faturar bastante no Camelódromo”. E neste momento o homem que estava atrás disse “Vamos pra [sic] Praça Aquidauana”.

Após descerem, a vítima foi para casa e com a esposa, decidiu ir até a delegacia denunciar o caso. Antes de seguir para a unidade, eles passaram próximos à Praça Aquidauana e visualizaram o suspeito que estava de mochila.

A Polícia Militar foi acionada e o suspeito foi preso. A arma, usada para ameaçar o motorista, não foi encontrada e o segundo bandido será investigado.

O boletim de ocorrência foi registrado como extorsão qualificada.

Jornal Midiamax