Polícia

Acusado de espancar ex com capacetadas e pé de cabra diz que mulher agiu por vingança

Foi a julgamento nesta quarta-feira (10), em Campo Grande, Gustavo Portilho Soares acusado de tentar matar com golpes de capacete e pé de cabra sua ex-mulher, em novembro de 2017. Ela teve traumatismo craniano e várias fraturas. Durante seu depoimento para um júri composto só de mulheres, um total de sete, Gustavo disse que se […]

Thatiana Melo Publicado em 10/10/2018, às 12h00 - Atualizado às 12h00

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Foi a julgamento nesta quarta-feira (10), em Campo Grande, Gustavo Portilho Soares acusado de tentar matar com golpes de capacete e pé de cabra sua ex-mulher, em novembro de 2017. Ela teve traumatismo craniano e várias fraturas.

Durante seu depoimento para um júri composto só de mulheres, um total de sete, Gustavo disse que se arrependeu do crime que cometeu e que no dia dos fatos, sua ex-mulher teria agido por vingança, já que ao chegar à casa dela a teria encontrado com outro homem seminu na residência.

Gustavo contou que mesmo separados, eles ainda se encontravam esporadicamente. No dia do crime, ele invadiu a residência e o homem que estava lá conseguiu fugir, mas a mulher passou a ser espancada com golpes de capacete.

Ela tentou fugir do ex-marido, que encontrou um pedaço de madeira que era usado para escorar a porta e passou a agredi-la com pauladas e já fora da residência, quando a vítima tentava fugir das agressões um pé de cabra foi usado para espancar a mulher. Durante seu depoimento, Gustavo se disse arrependido do crime e ainda falou que amava a ex-mulher.Acusado de espancar ex com capacetadas e pé de cabra diz que mulher agiu por vingança

Gustavo ainda atropelou a ex no meio da rua do bairro Ramez Tebet quando ela tentava fugir dele, e já caída no chão ele continuou a bater nela. Ela teve o braço quebrado pelas pancadas que recebeu. A vítima foi socorrida por um rapaz que passava na rua. A polícia acabou encontrando ele na casa da sua mãe, no bairro Zé Pereira.

E no dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, a subsecretária da secretaria de políticas públicas para mulheres, Luciana Azambuja,  disse que a vítima hoje faz palestras em escolas, para alertar que nem sempre as vítimas percebem que estão vivendo um ciclo de violência contra a mulher.

“Que as mulheres tenham coragem de romper esse ciclo e denunciar o agressor, quem ama não mata”, disse Luciana.

Jornal Midiamax