Polícia

Suspeita de levar adolescentes para prostíbulo também foi vítima, conclui polícia

Caso segue em investigação

Renata Portela Publicado em 08/01/2017, às 13h47

None
20160412_142031.jpg

Caso segue em investigação

Campo-grandense de 22 anos, suspeita de aliciar duas adolescentes de 16 e 17 anos que acabaram em um prostíbulo em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, também foi vítima. O caso aconteceu no fim de novembro de 2016 e as investigações apontaram que a jovem foi enganada.

De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), que esteve à frente das investigações do caso, apontou que a suposta aliciadora também foi vítima. Ela teria prometido às adolescentes uma viagem ao Rio de Janeiro, mas para a polícia, outras pessoas a teriam aliciado, também prometendo a viagem.

Segundo o delegado, elas fariam uma parada em Mogi Guaçu e, de lá, seguiriam para a praia. No entanto, quando chegaram na cidade as vítimas foram levadas a um prostíbulo. A princípio houve a suspeita de uma rede de exploração sexual em Campo Grande, envolvendo a jovem de 22 anos, mas a hipótese foi descartada.

A investigação foi encaminhada para Mogi Guaçu, por conta da suspeita de haver um prostíbulo na cidade que aliciava adolescentes.

Relembre o caso

As adolescentes planejaram uma viagem ao Rio de Janeiro sem contarem nada aos pais. Elas saíram de casa no dia 24 de novembro e ficaram 6 dias desaparecidas. A jovem de 22 anos, que vendia sonhos no bairro onde as meninas morava, teria prometido uma viagem ao litoral carioca.

Quando saíram de viagem, elas foram levadas para Mogi Guaçu, interior paulista, onde pararam em uma residência. Na casa, outra mulher identificada como Dáfine teria perguntado para elas “Vocês sabe o que vieram fazer aqui?”.

As adolescentes responderam que iriam para o Rio de Janeiro, momento em que ouviram da autora que estavam no local, onde funciona um prostíbulo, para trabalhar e deviam o valor de R$ 3 mil. Assustadas, as três conseguiram fugir.

A jovem de 22 anos se escondeu na casa de uma tia. Já as meninas ficaram na rua e foram encontradas por policiais militares, que as levaram para um abrigo masculino de onde foram levadas para outro local pelo Conselho Tutelar.

Elas voltaram para Campo Grande na manhã do dia 2 de dezembro e foram recepcionadas pela mãe da adolescente de 17 anos. Ao Jornal Midiamax ela disse “Rebeldia de adolescente”.

Jornal Midiamax