Polícia

Familiares do adolescente morto por PM em festa prestam depoimento nesta quarta

Crime aconteceu no dia 10 de junho

Thatiana Melo Publicado em 05/07/2017, às 13h00

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Crime aconteceu no dia 10 de junho

Os familiares do adolescente Luiz Júnior, de 17 anos, morto a tiros por um Policial Militar, no dia 10 de junho, em uma festa na Chácara da República, no Jardim Parati, em Campo Grande foram até a 5º Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

A irmã do adolescente teria levado até a delegacia o celular do jovem para passar por verificação. De acordo com informações, páginas da rede social de Luiz teriam sido printadas após a descoberta da divulgação de fotos dele com um revólver, que afirmava ter comprado para matar policiais.

“Trouxe o celular do meu irmão para provar que não existe isso. Queremos justiça.” Disse a irmão do adolescente. Ela ainda contou ao Jornal Midiamax que o Policial Militar cabo Fernandes, de 31 anos, já teria voltado a trabalhar como segurança do local.Familiares do adolescente morto por PM em festa prestam depoimento nesta quarta

No sábado (8), os familiares de Luiz devem fazer uma passeata da residência onde moram, no Bairro Pioneiro, até o local onde aconteceu o assassinato. Familiares de Wesner Moreira da Sila, de 17 anos, que morreu em fevereiro após ter uma mangueira de ar de compressão introduzida no ânus, em seu local de trabalho também vão participar da manifestação.

O crime

A Polícia Civil foi acionada e no local obteve informações de que o primeiro disparo ocorreu durante uma confusão no local, no dia 10 de junho. Na tentativa de espalhar a multidão, o segurança, que afirma ser apenas PM, teria atirado para o alto, mas a ação provocou mais tumulto no local.

Uma testemunha de 17 anos disse à polícia que os participantes da festa passaram a correr em direção à saída, momento em que o policial fez o segundo disparo, desta vez em direção ao público.

Luiz foi atingido no pescoço e morreu na esquina das ruas da Divisão com Eva Peron. O projétil foi localizado embaixo do corpo. O portão do Clube já estava fechado e com a luz apagada quando a Polícia Civil chegou e nenhum proprietário foi encontrado. O corpo estava ao lado de fora do estabelecimento.

Jornal Midiamax