Polícia

Família inicia buscas independentes por Kauan, sumido há 43 dias

Suspeito de matar garoto está preso, mas nega crime

Midiamax Publicado em 07/08/2017, às 21h34

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Suspeito de matar garoto está preso, mas nega crime

Familiares, amigos e demais participantes de um grupo de WhatsApp criado desde o 22º dia de sumiço de Kauan Andrade, 9 anos, iniciaram nesta segunda-feira (7) buscas independentes pelo corpo do garoto. Com enxadas e facões, o grupo desceu nas margens do Córrego Anhanduí, pela ponte do Pênfigo, para reconhecer o território.

Grupo formado por cerca de 10 pessoas saiu da casa da mãe de Kauan, por volta das 17h20, de hoje. Os participantes usaram as ferramentas para limpar regiões necessárias. Segundo os integrantes, o acesso a área que margeia o córrego está muito difícil, mas após passeata marcada para o próximo sábado (12), às 16h, intitulada “Marcha Pela Vida” devem retornar mais preparados.

Ação desta segunda-feira serviu para reconhecer o espaço, mas grupos serão divididos para mutirões.

Família inicia buscas independentes por Kauan, sumido há 43 dias

nterrado as margens do córrego e não jogado na água.

Na última sexta-feira (4), ​o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), recebeu laudo da perícia feita no local onde supostamente morreu Kauan.

Nesta segunda-feira (7), amostra do material genético do suspeito pela morte do menino foi colhido por equipe da perícia. O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística, onde será confrontado com as amostras genéticas de familiares do garoto e com o material coletado durante perícia realizada na casa. De um total de cinco laudos, três são de DNA e dois de material coletado.

Prisão

O suspeito de matar e jogar Kauan no Córrego Anhanduí ficou detido 10 dias em uma das celas da Derf  (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) antes ser levado ao IPCG (Instituto Pena de Campo Grande), no último dia 31 de julho, onde deve cumprir prisão preventiva.

Informações preliminares davam conta de que ele havia dado entrada na unidade, no dia 27 de julho, porém, de acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a transferência aconteceu somente no dia 31.

O caso

Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa do pedófilo. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

O pedófilo suspeito de matar Kauan nega as acusações, mas de acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, na casa do revendedor de celulares, não deixam dúvidas da autoria.

Jornal Midiamax