Polícia

Falso médico aplica golpes em familiares de pacientes internados em CTI da Santa Casa

Estelionatário pedia depósitos de R$ 1.400

Thatiana Melo Publicado em 06/04/2017, às 11h13

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Estelionatário pedia depósitos de R$ 1.400

Três famílias com parentes internados no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da Santa Casa de Corumbá distante 444 quilômetros de Campo Grande foram vítimas de um falso médico.

O golpe e outras tentativas de golpes aconteceram nesta quarta-feira (5), quando o falso médico, que se apresentava como ‘Pedro’ telefonava para os parentes de pacientes exigindo um depósito de R$ 1.400 para cobrir exames de tomografia para os pacientes.

De acordo com umas das vítimas, o estelionatário tinha informações sigilosas sobre a internação e o estado de saúde dos pacientes. “Ele me contou com riqueza de detalhes sobre a internação do meu irmão, e disse que ele precisava com urgência de um exame por causa de uma hemorragia no fígado”.

A mulher disse que ele pediu que fizesse um depósito o valor de R$ 1.400. depois de fazer o depósito, a vítima foi até o hospital para acompanhar a realização dos exames momento em que foi avisada de que teria caído em um golpe.

Outras duas famílias também receberam ligações do falso médico, que dizia que os pacientes precisavam passar por tomografias devido a hemorragias no fígado. E em todas as ligações, elas relatam que o estelionatário teria informações sigilosas sobre os pacientes, segundo o site Diário Corumbaense.

A Santa Casa de Corumbá afirmou que não faz telefones para familiares de pacientes fazendo a cobrança de valores em relação a exames, e que quando é necessário os familiares são chamados para conversar na tesouraria do hospital.

Outro caso na Capital

Um homem de 37 anos procurou a delegacia de polícia depois de ser abordado por falso médico nos corredores do hospital, onde seu pai está internado, nesta terça-feira (4). O estelionatário teria se apresentado como médico e dito ao homem, que estaria acompanhando seu pai, que o paciente precisaria fazer exames.

O autor afirmou que os exames precisavam ser feitos no setor particular da instituição, e que custariam R$ 1.500. Ele exigiu que fosse feito um depósito e depois que o comprovante fosse enviado pelo whatsApp.

A vítima desconfiada procurou o hospital para confirmar e foi avisada que tratava-se de uma tentativa de golpe, e de acordo com informações de funcionários possa ter a possibilidade de funcionários do hospital estarem participando dessas fraudes.

Jornal Midiamax