Polícia

Ex nega briga em boate e ‘amigo’ será indiciado pela morte de Izabela em córrego

Menina de 15 anos havia saído de boate com amigos

Thatiana Melo Publicado em 25/01/2017, às 13h40

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Menina de 15 anos havia saído de boate com amigos

O gerente e o segurança da boate Macalé, localizada na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, prestaram  depoimento nesta terça-feira(24) sobre a morte da adolescente Izabela da Silva, de 15 anos, ocorrida no dia 15 de janeiro. Os dois negaram que a menina estivesse na boate, segundo o delegado que cuida do caso, Valmir Moura Fé.

Ainda de acordo com o delegado, o ex-namorado de Izabela, apontado como causador do acidente, também foi ouvido. O jovem negou qualquer briga na boate e perseguição ao veículo, onde estava Izabela.

O motorista que conduzia o veículo Chevrolet Monza, identificado como, Rafael Cabral dos Reis, de 24 anos, seria amigo da vítima e foi indiciado por homicídio culposo. No dia do crime, as outras duas meninas que estavam no carro com Izabela, Luanna Maciel Lemes do Nascimento, 20 anos, e a irmã de 17 anos, afirmaram a polícia que o acidente aconteceu porque estavam sendo perseguidas por um motociclista.

A perícia feita no local constatou que os amigos seguiam pela Rua Petrópolis em alta velocidade e que na curva com Avenida Prefeito Lúdio Coelho o motorista perdeu o controle da direção e foi em direção ao córrego. Izabela morreu afogada e os quadro rapaz, incluindo Rafael Cabral, fugiram do local.

Mais tarde, o rapaz acabou se apresentando na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e prestou depoimento sobre o caso. Os detalhes do depoimento não foram revelados pela polícia, que apenas afirmou que o motorista disse ter ouvido disparos em direção ao carro. Porém na lataria do veículo, a perícia encontrou apenas algumas imperfeições causadas por ferrugem.

Agora, Rafael aguarda o processo em liberdade. A polícia agora espera outros laudos sobre a morte da adolescente.

O acidente

Izabela da Silva estava com um grupo de mais seis pessoas em uma boate, na Avenida Ernesto Geisel, identificada como Macalé. O grupo teria discutido com outro rapaz, que esperou os jovens saírem do local para começar a perseguição.

Ao chegar a Rua Petrópolis com a Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho, o motorista teria perdido o controle da direção e caído com o carro no córrego Lagoa, causando a morte de Izabela.

Dois rapazes que estavam com ela pediram ajuda de um motorista que passava pela Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho. Enquanto a testemunha descia o barranco do córrego para ajudar as meninas feridas, os jovens fugiram.

À polícia, o homem que prestou socorro às vítimas contou que passava pela avenida, quando viu os dois jovens pedindo ajuda e sinalizando para ele parar o veículo. Logo os rapazes contaram do acidente e a testemunha desceu até o córrego para ver o que estava acontecendo.

Perto do Chevrolet Monza, que havia caído no córrego, ele encontrou três meninas, ajudou duas delas e percebeu a terceira já estava sem vida. Foi o homem quem ligou para o socorro e quando voltou para avenida, notou que os dois jovens que o abordaram tinham fugido.

Abalada com a morte da menina, a mãe de Izabela contou que não sabia que a filha iria para uma boate, pois ela saiu de casa dizendo que iria tomar tereré na casa de uma amiga, conhecida da família. (Matéria editada às 15h33 para acréscimo de informações) 

Jornal Midiamax