Polícia

Celular e dinheiro de jovem que morreu depois de aborto desapareceram

Técnico de laboratório foi preso

Thatiana Melo Publicado em 10/01/2017, às 12h28

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Técnico de laboratório foi preso

Depois da prisão do técnico de enfermagem Denilson Rodrigues Nunes, pela suspeita de participação na morte de Aline dos Reis, de 26 anos, em um aborto caseiro, na cidade de Porto Murtinho distante 454 quilômetros de Campo Grande, a mãe da jovem não sabe onde estão o celular e o dinheiro da filha que desapareceram.

Helemary Fátima dos Reis disse ao Jornal Midiamax, que o celular de Aline com todos seus contatos e dinheiro, que tinha em uma conta sumiram. Ainda de acordo com Helemary no dia da morte da filha teria conversado com Denilson por telefone, que disse ser enfermeiro plantonista do hospital, “Ele me disse que ela tinha passado mal, mas estava bem”, falou.

O laudo sobre a morte de Aline ainda não ficou pronto por que segundo a mãe foi pedido um exame complementar, que deve ficar pronto em até 40 dias. Simone, a amiga de Aline, que teria fornecido a jovem comprimidos de um remédio abortivo teria se responsabilizado por todas as despesas do funeral da jovem.

“Quando fui falar com ela sobre o funeral e translado do corpo, ela me disse que estava tudo pago. Estranho ela se responsabilizar por todas as despesas”, disse. Já sobre os netos, uma menina e um menino, Helemary disse que as crianças estão morando com os pais.

Reincidência

Denilson Rodrigues Nunes já teria feito outro aborto em uma jovem, de 20 anos, na cidade de Porto Murtinho. O técnico de laboratório já tinha sido preso em 2010 pelo mesmo crime.  Denilson se apropriava de medicamentos, no hospital, e cobrava de R$ 250 a R$ 300 por aborto.

Ele teria feito um aborto em uma mulher grávida, de seis meses. Ela teria passado mal e procurado durante a madrugada o técnico de laboratório, que acabou preso com ela.

O aborto

Aline Franco morreu no dia 6 de dezembro, de 2016, depois fazer um aborto ilegal com a ajuda de uma amiga, na cidade de Porto Murtinho, distante 454 quilômetros de Campo Grande.

A mãe da jovem disse na delegacia que não sabia que a filha estaria grávida. Segundo ela, recebeu telefonema de uma amiga identificada como, Simone, afirmando que a moça teria passado mal e estava morta.

Segundo informações, depois do procedimento a jovem passou mal e foi levada para o hospital da cidade, mas omitiu do médico que teria feito um aborto e que estava passando mal por causa do calor.

Como o estado de saúde era muito crítico, ela foi encaminhada como vaga zero para o hospital Santa Casa de Campo Grande, mas na cidade de Jardim acabou morrendo dentro da ambulância. 

Jornal Midiamax