Revoltados, internautas promovem ‘boicote' a churrascaria

Uma discussão por causa do preço da cerveja virou caso de polícia em uma churrascaria no centro de , na tarde do sábado (12). De um lado, acusações de violência gratuita contra uma estudante de 22 anos e do outro, alegações de ‘descontrole' agressões.

O caso aconteceu na tarde de sábado, na Avenida Afonso Pena. Nas redes sociais, a estudante de 22 anos relatou o suposto constrangimento e agressões que teria sofrido após perguntar o preço de uma cerveja. Na versão dela, que estava junto com a namorada, uma estudante de 21 anos, o funcionário do local não só se negou a responder, como a mandou ‘sair andando'.

Assustada com a reação, a jovem foi até um adolescente que estava sentado ao lado do caixa e fez a mesma pergunta, não foi respondida mais uma vez e foi orientada a procurar o mesmo funcionário que a teria destratado. Foi neste momento, enquanto conversava com o rapaz, que ela diz ter sido empurrada.

No chão, a jovem afirmou que reconheceu o agressor, o garçom de minutos antes. Depois de vários xingamentos a estudante ainda levou uma cusparada no rosto, que admite ter revidado, e foi contida por outros clientes.

Para a jovem, o desrespeito continuou quando o proprietário do local interferiu na discussão, se recusou a ouvi-la e ainda ‘autorizou' que o funcionário fugisse antes que a polícia chegasse na churrascaria. “Fiz um boletim de ocorrência e vou entrar com processo sim contra a empresa e o funcionário por danos morais e agressão física. Pois se ele fez isso comigo ontem, pode fazer amanhã, depois com outras pessoas, por isso que o Brasil não vai para frente”, escreveu.Briga por preço da cerveja em churrascaria da Afonso Pena vira caso de polícia

O depoimento da jovem no perfil dela nas redes sociais causou comoção e imediata reprovação da churrascaria em sua página do Facebook. Como protesto, clientes avaliaram o restaurante de forma negativa e criticaram o comportamento, tido como machista e homofóbico, de toda a equipe do local.

“Um lugar horrível nunca fui e nunca vou colocar meus pés em um estabelecimento que agrediu mulheres .. é que o dono ainda deixa o funcionário fugir absurdo”, escreveu uma internauta. “Lugar de gente preconceituosa, funcionários homofóbicos que agridem clientes por sua orientação sexual. Absurdo isso! ”, afirmou outra.

No mesmo dia, a estudante foi até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro e registrou o caso como e injuria real.

Briga por preço da cerveja em churrascaria da Afonso Pena vira caso de polícia

Preço da cerveja rejeitado

Para a equipe do Midiamax, o funcionário envolvido na confusão afirmou que em momento nenhum destratou a cliente por sua orientação sexual e que também não a agrediu. Na versão do homem, a jovem já chegou ao local alterada e não teria aceitado o preço da cerveja.

“Ela chegou com a namorada e perguntou o preço da cerveja. Eu respondi e ela começou a reclamar”, alegou. O funcionário afirmou que a estudante se descontrolou e começou a gritar, por isso foi convidada a sair do estabelecimento. Como não obedeceu, teria sido ‘puxada até a porta'.

“Ela se jogou no chão, eu não empurrei ela. Também não cuspi no rosto dela. Ela que fez isso e me agrediu com um chute. Ela estava descontrolada, não ouviu a mãe dela e chegou a puxar o cabelo da namorada, enquanto a polícia não chegou ela não se acalmou”, contou.

Para evitar novas agressões e mais ‘confusão', o homem afirmou que foi aconselhado pelo patrão a esperar nos fundos da churrascaria. “Eu não fugi como ela está falando”. Sobre as acusações de homofobia, mais uma vez o homem negou. “Não faço distinção de clientes, não importa orientação sexual, ou raça, isso não é verdade”.

Diante da repercussão, o funcionário alegou que também vai procurar a polícia e registrar sua versão sobre os fatos.

Briga por preço da cerveja em churrascaria da Afonso Pena vira caso de polícia