Polícia

Assassino discutia por causa de travestis antes de matar esposa a facadas

Mulher foi morta com mais de dez facadas

Thatiana Melo Publicado em 08/06/2017, às 14h14

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Mulher foi morta com mais de dez facadas

Depois de matar a facadas a mulher, Ramona Regilene Silva de Jesus de 44 anos, no dia 4 de junho, no Residencial Celina Jallad, em Campo Grande, o marido Genilson Silva de Jesus de 41 anos afirmou ter cometido o crime em legítima defesa.

Genilson disse que no dia do crime, domingo (4), tinha ido a um churrasco na casa de uma cunhada, onde ingeriram bebidas alcóolicas. Durante o almoço em família, ele e outros familiares começaram a fazer brincadeiras sobre algumas travestis que tinham passado pela rua da residência.

Ainda em depoimento, o acusado afirmou que a esposa Ramona teria muito ciúmes e ao chegar em casa começaram uma discussão, por causa, das brincadeiras feitas durante o churrasco com as travestis.

Ela teria dito que ele gostava de travestis momento em que os ânimos se alteraram e ele passou a desferir palavras de baixo calão. Em seguida Ramona teria buscado uma faca e tentado esfaqueá-lo quando tomou o objeto da mão da mulher e a esfaqueou dez vezes.

Versão desmentida pelas delegadas que cuidaram do caso, Fernanda Félix e Anne Karine da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). De acordo com as delegadas, a discussão teria começado no quarto do casal, onde Ramona foi encurralada e esfaqueada. As paredes e chão ficaram cheias de marcas de sangue. Ramona ainda tentou escapar fugindo pelas ruas do residencial, mas foi perseguida quando caiu no chão e Genilson continuou esfaqueando a esposa. Ele foi agredido por moradores com garrafas e espeto até fugir em meio a um matagal.

Genilson foi de Uber até a casa de uma irmã, no Bairro Danúbio Azul onde ficou escondido até a sua prisão nesta terça-feira (6). Ele vai responder por feminicídio.

A irmã de Ramona disse que o casal estava em processo de separação, e que Genilson não aceitava. Segundo ela o relacionamento do casal sempre foi marcado por brigas. Há três anos a irmã teria sido ferida no rosto por Genilson, mas nunca registrou um boletim de ocorrência contra ele.

O crime

O crime ocorreu por volta das 18h, do último domingo (4), quando Ramona foi morta a facadas dentro de sua casa, no residencial Celina Jallad, bairro Portal do Caiobá.

Antes de ser morta, Ramona estava em um almoço na casa da irmã no Santa Emília, onde já teria discutido com Genilson. Após chegar ao Residencial Celina Jallad as brigas se intensificaram e com uma faca o suspeito perseguiu Ramona pelos cômodos e a esfaqueou.

Marcas de sangue ficaram por toda a casa. Ferida, a vítima correu para pedir socorro, caiu no quintal do vizinho, mas foi alcançada e golpeada mais vezes. O esfaqueamento só parou após intervenção dos vizinhos.

Jornal Midiamax