Polícia

Após seis anos, dono de hotel é condenado a 4 anos de prisão por exploração sexual

Caso aconteceu em 2011

Midiamax Publicado em 05/05/2017, às 22h24

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Caso aconteceu em 2011

Depois de 6 anos, o proprietário de um hotel do centro de Campo Grande foi condenado a 4 anos de reclusão pela exploração sexual de três adolescentes. Em 2011, Gedeon de Oliveira, de 59 anos, foi preso por ‘oferecer’ as meninas a clientes e ainda cobrar um programa sexual em troca das diárias no local

O réu foi condenado a 4 anos de reclusão e 10 dia-multa. A sentença foi publicada nesta sexta-feira (5) no Diário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

O caso chegou ao conhecimento da polícia em agosto de 2011. As três adolescentes, duas de 17 e uma de 16 anos, eram de Apucarana, no Paraná, e chegaram na Capital em busca de trabalho. Depois de um conhecido indicar o estabelecimento de Gedeon, o Hotel Caçula, as meninas foram até o prédio, localizado na Rua Calógeras, para pedir abrigo.

Lá, segundo explicou a polícia na época, Gedeon sequer olhou os documentos das três jovens, que se hospedaram no local. No dia seguinte, depois de uma conversa, o réu descobriu que ele as jovens precisavam de emprego e afirmou que sabia “jeito fácil para ganharem dinheiro na Capital”.

Ele propôs um encontro com dois clientes na mesma noite. O programa sexual aconteceu em quartos dos fundos do hotel com uma das adolescentes de 17 anos e com a de 16. As meninas cobraram R$ 50 dos homens e pagaram R$ 15 para Gegeon.

As garotas fizeram novos programas por dois dias consecutivos e em um deles, que aconteceu no banheiro de um dos quartos, o suspeito trancou a vítima de 17 anos para cobrar duas diárias que estavam atrasadas.

Como forma de pagamento, o proprietário do local propôs um programa e a adolescente aceitou, mas a relação não chegou a acontecer, pois a Polícia Civil efetuou o flagrante de Gedeon horas antes.

Ele foi preso por exploração sexual de crianças e adolescente, com pena prevista de 4 a 10 anos e as meninas foram levadas para o Conselho Tutelar.Segundo a polícia, a terceira adolescente não teria participado do programa porque estava grávida de três meses.Ela chegou a contar que era sua segunda gravidez, mas que o primeiro filho havia morrido com 23 dias.

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