Polícia

Suposto agiota morto na fronteira era réu por morte e usava nome falso

Depois do crime ele passou a usar nome falso

Gerciane Alves Publicado em 18/03/2016, às 20h47

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Depois do crime ele passou a usar nome falso

Marcos Alves Ferreira, de 44 anos, assassinado na noite da última quarta-feira (16) na frente de sua residência em Ponta Porã, cidade a 324 quilômetros de Campo Grande, era acusado de ter matado a a cabeleireira Jucélia Faustino Antunes, sua esposa, no dia 1º de Janeiro de 2004 e estava foragido desde abril do mesmo ano. Depois do crime ele passou a usar um nome falso.

De acordo com informações do processo, o crime aconteceu por volta das 00h30 do dia 1º de janeiro de 2004 no Centro da cidade de Naviraí, distante quilômetros de Campo Grande. Com um revólver calibre 38, Marcos efetuou vários disparos contra Jucélia que não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

O casal se relacionou durante cinco anos, mas desde novembro de 2003 estavam separados. Marcos não aceitava o fim do relacionamento e passou a procurar Jucélia em seu local de trabalho e sua residência. Ainda segundo o processo, no dia 1º o autor foi até a casa da cabeleireira e permaneceu dentro do veículo até Jucélia sair de casa.

Quando a vítima saiu, acompanhada de outras pessoas, Marcos teria descido do carro e chamado a cabeleireira. Depois de conversarem Marcos teria sacado a arma e efetuou vários disparos. O motivo, segundo o relatório do processo foi ciúmes, já que o autor desconfiava que a esposa estava se envolvendo com outra pessoa.

Seis dias depois do crime, Marcos se apresentou na delegacia de polícia de Dourados, cidade a 225 quilômetros de Campo Grande e depois de confessar o crime foi liberado pois já havia passado o tempo do flagrante, desaparecendo em seguida. No mesmo dia foi decretado a prisão preventiva de Marcos que se encontrava foragido desde então.

Policiais da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Naviraí ainda fizeram buscas pelo autor em uma residência que ele possui em Dourados, mas ela foi vendida poucos dias depois do crime. A polícia também recebeu informações que Marcos poderia estar escondido em Ponta Porã, mas mesmos depois de buscas ele não foi encontrado.

Depois que Marcos se mudou par Ponta Porã passou a usar o nome de Estevão Rodrigues e isso dificultou o trabalho da polícia. O paradeiro de Marco só foi descoberto depois que ele foi assassinado na última quarta-feira. Ele foi sepultado e enterrado na manhã desta sexta-feira (18) na cidade de Naviraí.

Duplo homicídio

Marcos Alves Ferreira, de 44 anos, conhecido como Estevão Rodrigues foi assassinado na noite desta quarta-feira (16), por quatro pistoleiros armados com armamento pesado, como fuzis, em Ponta Porã, distante 324 quilômetros de Campo Grande.

Ele estaria no portão de sua residência por volta das 21h50, quando quatro homens em uma caminhonete Toyota Hilux chegaram ao imóvel atirando contra a vítima. Marcos Alves correu para o interior da residência, mas foi perseguido por um dos pistoleiros, que continuou os disparos.

A vítima foi atingida com disparos de pistola e fuzil, na região do tórax e braço, mas mesmo ferida revidou e disparou contra o pistoleiro atingindo as pernas e a região da cabeça. O pistoleiro acabou caindo morto em frente ao portão da vítima.

A polícia já identificou três pessoas que estão envolvidas diretamente com o crime, mas segundo o Delegado Jarley Inácio de Souza da 1º Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, responsável pelo caso, mais indícios da participação deles estão sendo averiguados antes do pedido de prisão ser feito.

Jornal Midiamax