Polícia

PRF presa por tráfico tem salário bloqueado e defesa alega ilegalidade

A PRF nega é alega troca de salário por auxílio reclusão  

Midiamax Publicado em 10/05/2016, às 21h05

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A PRF nega é alega troca de salário por auxílio reclusão  

O advogado de defesa da policial rodoviária federal Andreia Ribeiro Rocha, presa em flagrante no último sábado (7) com tabletes de pasta base de cocaína avaliados em R$ 3 milhões, Marcos Ivan informou nesta terça-feira (10) que o salário de sua cliente teria sido bloqueado e reclamou de ilegalidade na ação da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

De acordo com o advogado, alguns policiais teriam ido até a casa onde Andreia mora com a mãe, de 74 anos, e os três filhos na Capital e teriam informado sobre o bloqueio do salário da policial, que segundo o advogado é de cerca de R$ 12 mil. A defesa, porém questiona o modo como esta informação foi passada para os familiares de Andreia.

“A família recebeu a visita fora dos padrões normais, isso não funciona dessa maneira. Ela deve ser intimada dessa condição, dessa situação. A família recebeu policiais na residência informando que o salário dela [Andreia] já está bloqueado”, diz o advogado. Ele reclama ainda que a policial deveria ter recebido apoio do departamento jurídico da PRF e que está havendo uma 'execução sumária' de Andreia.

“Ela é uma policial, ela não pode ser presa e cumprir uma prisão cautelar, que não é nem uma sentença, junto com demais presos. Ela corre risco de morte. E ainda já está havendo, não só pela polícia, mas pela própria sociedade e por todos, uma execução sumária de uma sentença que não existe”, destaca o advogado.

Marcos Ivan destaca que sua cliente é inocente e sobre a acusação da PRF sobre ela estar apresentando atestados para fugir do processo administrativo, de janeiro de 2015, quando foi detida com o companheiro que transportava suplementos alimentares, o advogado diz que a policial também é inocente.

“Ela estava tomando uma série de remédios controlados, ela está tratando de uma esquizofrenia, tanto que ela está afastada, ela está tratando também de uma depressão profunda. Ao contrário do alegado pelos membros da polícia rodoviária federal de que ela vinha colocando uma série de atestados de saúde para protelar outro procedimento instaurado contra ela”, diz ao advogado.

A defesa ressalta que no caso dos atestados apresentados se realmente houve uma conduta errada por parte da policial também houve omissão da PRF para que o problema fosse resolvido. “Ora, se eu digo que alguém traz uma série de exames e eu não concordo, vendo que aquilo é só para protelar, isso um crime. Então houve uma omissão da PRF nesse sentido. Por que ela não foi atrás de quem emitia esses documentos ou até buscava uma possível prisão?”, ressalta o advogado.

Ainda de acordo com Marcos Ivan, a policial diz que não sabia da presença da droga no veículo e se diz inocente. Ele explica que em conversa ela contou que o filho, que trabalha com compra e venda de veículos, disse que venderia o carro no interior de São Paulo e a chamou para ir junto. “Como ela está de férias e fazendo tratamento de saúde ela aceitou. Ela não teria como saber que a droga estava no carro porque pra retirar a droga do local anteriormente preparado pelo dono da droga foi necessário ir à uma oficina se utilizar de solda elétrica e chaves. Então não teria como saber que lá teria droga”, diz Marcos Ivan.

Em relação à apreensão, Marcos Ivan também afirma que os valores divulgados não condizem com a verdade. Um laudo, segundo ele, comprova que na verdade foram encontrados menos droga do que o informado pela polícia.

 Polícia Rodoviária Federal

Em resposta, a PRF alegou que as investigações sobre o caso estão sendo realizadas em sigilo na cidade onde o flagrante aconteceu e por isso não pode falar sobre a quantidade de droga apreendida.

Conforme a assessoria de comunicação da PRF, Não houve o bloqueio da remuneração da policial e sim uma substituição. “Em vez de receber o salário propriamente dito, ela passa a receber, conforme a solicitação da família, um auxílio reclusão, equivalente a 2/3 ao salário dela”, explica o inspetor Tércio Baggio. Ainda segundo ele, o auxílio só foi possível, porque um formulário foi entregue para que a policial pedisse o benefício. 

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