Polícia

Oficial flagrado com droga em base militar permanece preso

Policial teve pedido de liberdade negado 

Midiamax Publicado em 05/09/2016, às 17h58

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Policial teve pedido de liberdade negado 

Flagrado no dia 23 de agosto com pouco mais de dois quilos de maconha, o tenente Cezar Alexandre Piccoli contínua preso no Presídio Militar Estadual. No dia 1º deste mês, o militar teve o pedido de liberdade negado e só poderá entrar com um novo habeas corpus depois de ser interrogado.

Segundo o advogado do tenente, Deiwes William Bosson Silva o pedido de liberdade foi indeferido pelos mesmos motivos que a prisão preventiva de Piccoli foi concedida. No dia 24 de agosto, durante audiência de custódia, o juiz afirmou que a prisão era necessária “em razão da garantia da ordem pública, e, ainda, em decorrência dos princípios da hierarquia e disciplina”.

A defesa alegou que houve omissão do oficial em não encaminhar a maconha encontrada na Base Operacional da Polícia Militar, que estava dentro de uma caixa no depósito da unidade, para o local apropriado, descaracterizando assim o crime de tráfico de drogas. O oficial ainda admirou que a maconha seria usada para fins medicinais de alguns militares.

Agora, um novo pedido de liberdade só poderá ser feito depois que o militar for interrogado em audiência, já agendada para o dia 12 de setembro pelo juiz da Vara da Auditoria Militar Estadual, Zidiel Infantino Coutinho. Testemunhas do caso também serão ouvidas na mesma data.

O caso

O tenente teria admitido à posse dos 2,4 quilos de maconha flagrados 'mocados' na Base Operacional de Vista Alegre da PMRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual), na região de Maracaju, a 200 quilômetros da Capital alegando que usaria a droga para fins medicinais.

Segundo o advogado, o oficial foi preso por ser comandante da base operacional onde o entorpecente foi encontrado.

Extraoficialmente, policiais que trabalham ou já trabalharam com o tenente entraram em contato com a reportagem denunciando que o oficial poderia ter sido vítima de uma 'casinha', ou seja, flagrante armado. Píccoli é apontado como um oficial 'austero' e a pouca quantia de maconha encontrada faz os colegas duvidarem do envolvimento dele com tráfico de drogas.

Jornal Midiamax