Polícia

Homem confessa assassinato de corretor e diz que atirou para se defender

Suspeito disse que brigou com vítima e atirou para se defender

Alan Diógenes Publicado em 24/02/2016, às 19h30

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Suspeito disse que brigou com vítima e atirou para se defender

Suspeito de matar com um tiro o vendedor de carros e imóveis Júnior César Borges, 42 anos, no último sábado (20), Cláudio Felipe Simões, se apresentou na 3º Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande. Ele confessou o crime e disse que atirou para se defender em uma briga com a vítima durante a negociação de uma casa.

Conforme o advogado do suspeito, José Roberto Rosa, Cláudio prestou depoimento ontem (23) às 10h ao delegado titular da 3º DP, Fabiano Nagata. Ele disse que houve participação indireta de mais duas pessoas no crime. São dois homens identificados como Leandro e o outro com apelido de “Pereba”.

Segundo o advogado, Cláudio queria comprar uma casa no Bairro Maria Aparecida Pedrossian que a vítima já estava negociando com Leandro. “Mesmo assim ele tentou conversar com o Leandro para abrir mão do negócio, mas o Leandro disse que a vítima estava lhe devendo dinheiro e a casa seria parte do pagamento”, explicou.

Homem confessa assassinato de corretor e diz que atirou para se defender

Durante o depoimento, o suspeito disse que depois que falou com Leandro, procurou Júlio no dia do crime. Ele estava em sua garagem de veículos no Bairro Monte Líbano e fazia um churrasco regado a bebidas alcoólicas.  

Cláudio falou que pediu para Júlio “acertar” a dívida com Leandro para que ele pudesse comprar a casa. Júlio negou que houvesse a dívida e o chamou para juntos irem conversar com Leandro. O advogado disse que nesse momento, Cláudio deixou a filha de oito anos, que estava no carro dele, na casa de uma amiga e foi junto com Júlio à casa de Leandro.

 Júlio, que segundo ele, estava bêbado, decidiu levar o amigo “Pereba”. Os três passaram na casa e no serviço de Leandro. Como não o encontraram acabaram parando em frente da casa do tio dele.

No local, Claudio ligou para o pai de Leandro e passou o celular para Júlio. De acordo com Cláudio, Júlio começou a discutir com o idoso e depois jogou o celular em seu peito. Em seguida foi em sua caminhonete Ford Ranger e começou a procurar algo.

“O Cláudio conhecia o Júlio há dez anos e sabia que ele andava com uma faca no carro. Nesse momento, o “Pereba” segurou o Cláudio por trás e ele pensou que seria morto. Acabou se soltando, pegou o revólver calibre 38 e atirou contra Júlio. Ele alegou em seu depoimento que atirou para se defender”, destacou o advogado.

Cláudio disse ainda em depoimento que apontou a arma para “Pereba” dizendo: “só queria ir embora”. Depois saiu em seu veículo Chevrolet Cobalt, que foi apreendido na tarde desta quarta-feira (24).

Ele prestou depoimento ontem e foi liberado. O delegado Fabiano Nagato informou que não vai se pronunciar sobre o caso por enquanto.

Jornal Midiamax