Polícia

‘Filho da p*’: adolescentes dizem que mataram porque tiveram mãe xingada

Vítima teve rosto desfigurado a pauladas

Gerciane Alves Publicado em 14/03/2016, às 23h07

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Vítima teve rosto desfigurado a pauladas

Os adolescentes de 13 e 15 anos suspeitos de ter matado a pauladas Edvar Malheiros de Arruda, de 43 anos, no domingo (13) no Parque do Lageado disseram durante depoimento à polícia que mataram a vítima porque ela teria xingado suas mães. O dois foram apreendidos na manhã desta segunda-feira (14) e um terceiro suspeito já foi identificado, mas está foragido.

Segundo informações do Delegado Fábio Sampaio da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude), responsável polo caso, o crime já pode ser considerado esclarecido. O delegado conta que ainda no depoimento os adolescentes disserem que estavam na rua quando Edvar passou caminhando, e a polícia suspeita que embriagado, quando os adolescentes começaram a mexer com ele.

“Os adolescentes disseram que começaram a pedir para Edgar ser “camarada” e pagar uma cerveja para eles. Irritado, Edgar teria gritado com os adolescentes e dito que não pagaria nada para vagabundos e teria chamado eles de filho da p*”, diz o delegado que acrescente que segundo relato dos autores conheciam a vítima só “de vista”.

Os dois suspeitos foram apreendido na manhã desta segunda-feira (14) e terceiro, de 16 anos, já foi identificado pela polícia e deve ser apreendido nos próximos dias, segundo o delegado. Os três serão apresentados na promotoria e posteriormente provavelmente encaminhado para a Unei (Unidade Educacional de Internação).

O caso

Edvar Malheiros de Arruda, de 43 anos, foi encontrado com o rosto desfigurado nos fundos de uma residência na Rua Valdevino Guimarães, a cerca de 80 metros da Evelina Figueiredo Selingardi onde foi espancado até a morte.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi arrastada do local do crime até os fundo da residência da aposentada Cleuza Leonel dos Santos, de 45 anos. A dona da casa disse à polícia que por volta das 3 horas acordou ouvindo muitos latidos e barulhos, no entanto, não verificou o que estava acontecendo.

Por volta das 9 horas, ao abrir a porta da cozinha, encontrou a vítima morta. Segundo ela, o corpo estava coberto por telhas. A vítima era conhecida na região. Segundo os vizinhos, Arruda era casado e morava próximo do local do crime

Jornal Midiamax