Polícia

Estuprada desde os 11 anos, adolescente tenta se jogar de prédio de delegacia

A menina de 13 anos vivia ‘casada’ com um homem de 45 anos

Midiamax Publicado em 02/08/2016, às 22h30

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A menina de 13 anos vivia ‘casada’ com um homem de 45 anos

Uma menina de 13 anos tentou se jogar de cima do telhado da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na noite desta terça-feira (2) depois de ser levada para a unidade para denunciar o 'marido'. ‘Casada’ com um homem 32 anos mais velho desde os 11 anos, vítima de agressões e também usuária de drogas, a menina teve um surto e precisou ser contida pelos policiais.

De acordo com delegado Paulo Sérgio Lauretto, a menina chegou à delegacia por volta das 17 horas, aparentemente drogada. Ela foi levada pela Polícia Militar, depois de denunciar as agressões do 'marido', de 45 anos.

Na delegacia, a menina contou que desde os 11 anos morava com o homem, segundo ela com o consentimento da mãe e que também era usuária de drogas como crack e cocaína. A jovem foi ouvida e o caso registrado como violência doméstica e estupro de vulnerável, já que com 13 anos qualquer tipo de relação sexual caracteriza estupro.

Depois do registro policial, o Conselho Tutelar Sul foi chamado para acompanhar o caso de perto e também abrigar a vítima, que enquanto esperava sofreu um surto, possivelmente causado pela abstinência. “Ela correu para o fundo da delegacia, subiu em uma laje, depois no telhado e começou a ameaçar se jogar, falando que iria se matar”, relatou o delegado.

Três investigadores, uma mulher e dois homens, subiram no telhado de aproximadamente três metros e conseguiram conter a jovem, que estava visivelmente altera. Imediatamente o Corpo de Bombeiros foi chamado e auxiliou no resgate da menina, que já dentro da viatura pedia para ver a mãe.

Já mais calma, a vítima foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino. Agora, de acordo com Lauretto, o estupro e as agressões que a menina sofria serão investigados pelo delegado Fábio Sampaio e o Conselho Tutelar vai fazer o acompanhamento da vítima. 

Jornal Midiamax