Polícia

Discussão em bar dias antes teria ligação com morte de homem carbonizado

Ele foi amarrado a um poste e queimado

Renata Portela Publicado em 23/09/2016, às 12h43

None
assalto_2.jpg

Ele foi amarrado a um poste e queimado

A Polícia Civil aguarda laudos que ajudem a chegar a autoria do homicídio de Ivanildo Albertoni da Costa, de 34 anos, encontrado carbonizado na manhã do dia 11 de setembro. Em agosto, aproximadamente duas semanas antes do crime, ele chegou a ser visto em um bar discutindo e portando uma arma de fogo.

O delegado Paulo Sá, da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, que cuida do caso, comentou ao Jornal Midiamax que os laudos da Perícia devem sair até 11 de outubro e serão usados para confirmar algumas informações que a polícia já conseguiu até então. No dia em que foi encontrado e momentos antes de morrer, Ivanildo chegou a dizer que tinha sido vítima de roubo.

O fato já foi descartado e a polícia confia que envolvimento com tráfico de drogas tenha resultado na morte de Ivanildo. Segundo o delegado, a partir de relato de testemunhas ele chegou até a informação de que aproximadamente 15 dias antes do crime, Ivanildo foi visto armado em um bar e também discutindo com uma pessoa, fato que ajudou nas investigações.

Ele já tem a identificação de um suspeito e tenta confirmar a autoria do crime. A polícia também busca um carro, que pode ter sido usado para deixar a vítima na região da Chácara dos Poderes, onde foi amarrada a um poste e teve o corpo todo queimado.

Relembre o caso

Ivanildo estava nu, amarrado em um poste, com o corpo queimado e sinais de espancamento quando foi encontrado na região de chácaras. Segundo o dono de uma chácara, por volta das 5h20 seu caseiro foi abrir o portão da propriedade e se deparou com um homem pedindo socorro. Desta forma, ele voltou e chamou o patrão, que ligou para a polícia.

A Polícia Militar chegou e precisou usar uma tesoura de podar árvore para conseguir desamarrar a vítima. Em seguida chegou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que por cerca de uma hora fez massagem cardíaca na vítima.

Durante o atendimento médico, o dono da propriedade contou que o homem ficava o tempo todo pedindo ajuda e chamando o nome de uma mulher. Ainda segundo ele, a vítima relatou à polícia que foi assaltado no bairro Santo Amaro e levado para este local com seu carro Voyage, onde os assaltantes o deixaram nesta situação, mas a polícia chegou até a informação de que ele não teria carro.

O irmão da vítima prestou depoimento na delegacia afirmando que ele era muito 'problemático', e que tinha envolvimento com drogas.

Jornal Midiamax