Polícia

Decisão sobre transferência de prisão domiciliar de Zeolla deve sair nesta segunda-feira

Procurador aposentado foi preso na última sexta-feira (24)

Thatiana Melo Publicado em 27/06/2016, às 12h22

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Procurador aposentado foi preso na última sexta-feira (24)

O advogado do procurador aposentado, Carlos Alberto Zeolla, de 51 anos espera para esta segunda-feira (27) o resultado da apreciação do pedido de prisão domiciliar ou ala especial para a transferência de Zeolla.

“Está previsto em lei e se está previsto, o pedido deve ser acatado”, afirma José Belga Trad, advogado do procurador aposentado. Ainda de acordo com José Belga a apreciação do pedido deve sair até o fim do dia.

Zeolla foi preso na última sexta-feira (24) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), por estupro de vulnerável. O processo corre em sigilo e o caso é investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

O procurador aposentado foi preso acusado de três crimes: estupro de vulnerável, fornecimento de bebida alcoólica a menor de idade e exploração sexual de vulnerável. Este último é o mesmo crime pelo qual o ex-vereador Alceu Bueno e o ex-deputado estadual Sérgio Assis foram condenados em dezembro do ano passado.

Segundo informações da polícia, a delegacia especializada já investigava o crime de estupro e fez o pedido de prisão de Zeolla. O procurador foi preso em casa e levado para o Centro de Triagem de Campo Grande, onde espera pela possível transferência para uma ala especial ou por prisão domiciliar.

O caso

A partir de uma briga entre mãe e filho a Polícia Civil descobriu que o procurador de justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla abusava sexualmente de três meninos, de 13, 11 e 10 anos, todos moradores do Loteamento Nova Serrana. O caso chegou à delegacia depois que a vítima mais velha discutiu com a mãe por causa de uma viagem para a Alemanha, prometida pelo suspeito.

O caso foi encaminhado para a Depca e a delegada Daniella Kades assumiu as investigações. Através de imagens do carro e do número de celular do suspeito os investigadores chegaram ao procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla e ainda localizaram mais duas vítimas, os meninos de 11 e 10 anos.

Zeolla já havia sido condenado a 8 anos de prisão em regime semiaberto em junho de 2011, pelo homicídio do sobrinho Cláudio Zeolla. O crime ocorreu em 2009 e a vítima tinha 24 anos. Cláudio teria empurrado o avô, Américo Zeolla, ex-combatente de guerra, morto no ano seguinte, em abril de 2010 durante uma discussão sobre o uso de um ventilador.

Jornal Midiamax