Polícia

Com prazo apertado, GCM protesta na frente da Prefeitura por reajuste salarial

Eles pedem a reposição da inflação

Renata Portela Publicado em 31/03/2016, às 11h42

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Eles pedem a reposição da inflação

Na manhã desta quinta-feira (31), grupo de guardas civis municipais se reuniu na Praça do Rádio e seguiu até a Prefeitura de Campo Grande para pedir ao prefeito Alcides Bernal (PP) reajuste salarial. Por conta do prazo eleitoral, o prefeito tem até sexta-feira (1º) para enviar o projeto de reajuste para a Câmara.

De acordo com o presidente do Sindicado dos Guardas Municipais de Campo Grande, Hudson Pereira Bonfim, a reivindicação da guarda é pela reposição da inflação 2015/2016. Segundo ele, no ano passado foi feito acordo com o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP), que não foi cumprido. Bonfim afirma que o salário atual da GCM é R$ 850 para a Classe A, e pode chegar a R$ 1.700 por conta dos 12 plantões que o guarda pode fazer.

O movimento, denominado “Azul Marinho”, não é uma paralisação e conta com 30% dos 1.248 guardas da Capital. Segundo Bonfim, a manifestação é nacional e guardas de todo o país fazem a mesma reivindicação hoje. “A preocupação é que o prefeito tem que enviar até amanhã o projeto de reajuste para a Câmara, por conta do prazo eleitoral”, afirma o presidente do sindicato.

Além da reposição das perdas salariais, os guardas também pedem pela reestruturação imediata do Plano de Cargos e Carreira, com reposição vertical e horizontal, que trata do crescimento da carreira. Segundo o presidente do sindicato, após primeiros 5 anos de serviço os guardas ascendem em classe e depois a ascensão ocorre de 3 em 3 anos. “Estamos há 7 anos trabalhando e não houve a reposição”, afirma Bonfim que ainda revela que, com isso, os guardas tiveram perda salarial de 15%.

Também segundo a GCM, os guardas não recebem o valor total do salário durante as férias. “Quando o guarda sai de férias, só recebe o salário base, sem o valor referente aos plantões”, diz Bonfim. No entanto, o valor do plantão, que dobra o salário, é descontado da previdência da Prefeitura. “Eles descontam o valor total, mas não pagam para os guardas”, afirma o presidente do sindicato.

O prefeito deve receber os representantes da categoria ainda nesta manhã.

Confira o vídeo:

*Matéria alterada às 8h47 para acréscimo de informações

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