Polícia

Caso Giovanna: namorado que desfigurou jovem vai cumprir pena em regime aberto

No Réveillon de 2013, jovem foi espancada e autor disse que ela tinha caído

Midiamax Publicado em 15/09/2016, às 10h47

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No Réveillon de 2013, jovem foi espancada e autor disse que ela tinha caído

O dia 1º de janeiro de 2014 ficou marcado por um dos casos de agressão de maior repercussão em Campo Grande. Foi na madrugada do primeiro dia daquele ano queGiovanna Nantes Tresse de Oliveirafoi internada com fraturas no rosto, depois de ser agredida pelo então namorado Matheus Georges Zadra Tannous, que depois de 2 anos e 8 meses foi condenado pelo crime.

Matheus Georges foi denunciado por lesão corporal, qualificada por violência doméstica, na qual a pena é de um a cinco anos, acrescida de mais um terço por conta da especialidade. No dia 18 de agosto ele foi condenado a três anos e três meses em regime aberto e ao pagamento de uma indenização, por danos morais, de R$ 10 mil.

O caso aconteceu na virada do ano, por volta das 00h30, em um condomínio da Vila Gomes, em Campo Grande. Vizinhos viram Matheus ensanguentado e a jovem desmaiada e ligaram para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Giovanna foi socorrida, mas ficou em coma e teve o rosto desfigurado, precisando passar por cirurgia de reconstrução de face.

Ainda no dia do crime, o rapaz foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, onde contou que a namorada teria caído de uma escada da casa e ele tentou socorrê-la, justificando a roupa suja de sangue. Já no início das investigações, a versão foi descartada pela polícia, já que os ferimentos na vítima “não eram compatíveis com a queda”.

Depois de acordar do coma e passar por um tratamento, Giovanna conseguiu se lembrar do crime cometido pelo ex-namorado. Em depoimento ao Ministério Público Estadual, a estudante relevou que as agressões começaram com uma gravata e que depois recebeu “pisões e cadeiradas” no rosto. Em fotografias anexadas ao processo, era possível ver no rosto da vítima as marcas que teriam sido feitas com um pé de cadeira.

Ao fim das investigações, o rapaz teve a prisão decretada e, por fugir durante o processo de inquérito policial, chegou a ser preso, mas logo o advogado da família, que é de médicos, conseguiu um habeas corpus e o colocou em liberdade.

Mesmo condenado, a pena de Matheus ainda pode ser alterada, já que a defesa do rapaz, composta por cinco advogados, entrou com recurso para a pena. A apelação agora está a cargo da aprovação do juiz e caso seja aceita, vai para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Quando o crime aconteceu, o casal namorava há um ano e seis meses, e estava morando junto. Já na época, amigos dos dois contaram que Matheus era violento e que teria agredido a jovem por ciúmes. Depois do crime, Giovanna se mudou para o Paraná, onde a mãe mora. 

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