Polícia

Casal comandava tráfico e fazia ‘mulas’ transportarem cocaína no estômago

Marido e mulher foram presos

Renata Portela Publicado em 20/09/2016, às 15h11

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Marido e mulher foram presos

Um casal, Hudson Max Cardoso Rodrigues, de 36 anos, e a esposa Ediléia Amaral, de 40 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas e associação criminosa nesta segunda-feira (19). Os dois eram responsáveis por distribuição de cocaína em bocas de fumo de Campo Grande e usavam as 'mulas' do tráfico, ou seja, pessoas contratadas para transporte da droga de Corumbá até a Capital.

Segundo o delegado Rodrigo Yassaka, titular da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), o casal só foi identificado após a prisão de José Inácio Massai, de 50 anos, no dia 16 de agosto. Ele foi detido em Terenos, cidade a 28 quilômetros de Campo Grande, transportando 50 cápsulas de cocaína no estômago e receberia R$ 1,3 mil pelo serviço.

José acabou confessando para a polícia que entregaria o entorpecente para um casal, Hudson e Ediléia, então a Denar começou a investigar o caso. Na segunda-feira, os investigadores foram até a região do Indubrasil, onde sabiam que os traficantes entregariam uma certa quantidade de cocaína. Eles avistaram o casal em um Renault Logan e fizeram a abordagem.

Na região do Anel Viário, nas proximidades da Avenida Lúdio Martins Coelho, os policiais notaram quando os suspeitos jogaram algo para fora do carro. Eles foram detidos e foi constatado que tinham tentado se livrar de um tablete, que pesou 1.014 gramas. Também foram encontrados com o casal R$ 2.502, que foram apreendidos, já que seria produto da venda do entorpecente.

De acordo com o delegado Yassaka, o casal contratava pessoas, as 'mulas do tráfico', para irem até Corumbá, onde buscavam as cápsulas de pasta base de cocaína, engoliam e traziam para a Capital no estômago. Aqui, a droga era expelida, juntada em tabletes e entregue nas bocas de fumo. Segundo o delegado, foi apreendido com o casal um caderno que teria o nome de outros envolvidos no caso.

Jornal Midiamax