Polícia

Após abordar PM, agente de trânsito responderá por abuso de autoridade

Polícia não confirmou suposta agressão

Renata Portela Publicado em 26/01/2016, às 15h35

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Polícia não confirmou suposta agressão

A funcionária da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) Andressa de Oliveira, de 29 anos, responderá por abuso de autoridade após episódio ocorrido na manhã de segunda-feira (25). Na ocasião, a agente e um policial militar de 42 anos discutiram durante uma abordagem na Rua Eça de Queirós, cruzamento com a Rua 14 de Julho.

Segundo informações do boletim de ocorrência, registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, pela delegada Priscilla Anuda, a agente de trânsito teria retirado as chaves da ignição da motocicleta do policial e ainda gritado com ele. Também consta no registro policial que não houve lesão aparente no braço da agente, que afirma ter sido agredida pelo policial militar, cabo da Cavalaria.

O caso é tratado como abuso de autoridade, mas também consta no registro policial que o militar chegou a ser notificado por uso de telefone durante a condução do veículo. Segundo a agente de trânsito que trabalhava com Andressa, ele usava o celular dentro do capacete enquanto conduzia a motocicleta, que é do Estado e estava descaracterizada e com a placa ilegível.

Entenda o caso

Por volta das 9h15, o policial militar, apontado como vítima no boletim de ocorrência, trafegava na Eça de Queirós, cruzamento com a 14 de Julho, onde era feito ordenamento de trânsito por duas agentes, pois o semáforo não estava funcionando adequadamente. Segundo ele, a agente Andressa teria gritado com o motorista de uma Belina e também ordenou que o policial parasse a motocicleta.

Segundo o registro policial, a outra agente de trânsito pediu o documento do veículo, momento em que o policial se identificou como cabo da Cavalaria e informou que estava de serviço. Conforme relato dele, a agente alegou que ele estava usando o celular e fez a notificação pelo uso do aparelho durante a condução da motocicleta.

Ainda conforme relatado pelo cabo, Andressa se aproximou, gritando, e retirou a chave da ignição da motocicleta, momento em que ele foi até a agente para pegar as chaves da mão dela, pois a motocicleta é um bem do Estado e estava sob tutela dele. O militar afirma que fez contato com um sargento e um coronel, para que eles fossem ao local.

A agente afirmou, em relato à Polícia Civil, que chegou a ser agredida, mas não foi possível identificar lesão aparente. Além disso, consta no boletim de ocorrência que a agente de trânsito não devolveu a chave ao cabo e disse que o veículo estaria retido até a chegada do documento, já que o policial não portava os documentos da moto. Segundo a funcionária, o major ainda teria dito que ela seria presa. De acordo com o relato da agente, ela entregou a chave da viatura mediante ordem do major e disse não saber que se tratava de veículo oficial.

Placa ilegível

A assessoria de comunicação da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou para a equipe do Jornal Midiamax que veículos descaracterizados são usados em serviços de inteligência ou mesmo administrativos e em sua maioria possuem as placas vinculadas a outros números. “Isso vem especificado no documento de cada viatura”.

Quanto à manutenção do veículo, que estava com parte da placa apagada, a Sejusp destacou que a unidade responsável pela motocicleta precisa informar sobre a necessidade de reparo, para a ordem de serviço ser cumprida.

Jornal Midiamax