Polícia

Apontada como mentora de agressões em rituais de magia diz que é evangélica

Ela nega que tenha parte na tortura do menino de 4 anos

Gerciane Alves Publicado em 01/03/2016, às 19h22

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Ela nega que tenha parte na tortura do menino de 4 anos

Ao chegar na tarde desta terça-feira (1ª) na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) C.V.M., de 60 anos, suspeita de participar de supostos rituais de magia negra envolvendo um menino de 4 anos, diz não saber porque está sendo acusada e que se trata de uma injustiça. “É uma injustiça sim. Eu não sou cúmplice”, diz a idosa. Que destaca em seguida que é evangélica e não é praticante de nenhum tipo de magia. 

Ele chegou acompanhada por três policias e logo na entrada falou com a imprensa e negou todas as acusações. A idosa diz que nunca participou dos rituais que envolviam a criança diz que não tinha conhecimento que os rituais aconteciam e inclusive que a filha participava. A idosa ressalta ainda que não considera o menino como seu neto.

Presa em Aquidauana, cidade a 143 quilômetros de Campo Grande, a idosa é mãe da tia do menino de 4 anos que foi torturado em supostos rituais. Ela prestará depoimento nesta tarde.

Relembre o caso

A criança foi resgatada na noite de terça-feira (23) depois de uma visita de rotina do abrigo que constatou os machucados no menino, que tinha muitas lesões pelo corpo, nas costas, pescoço e teve a unha do dedão do pé arrancada, além de ter água quente derramada em sua cabeça.

O casal, de 31 e 46 anos, tios do menino, tinham a guarda desde maio de 2015. O menino tem uma irmã, que ainda está no abrigo. Na residência que fica na região central de Campo Grande, foram encontrados dois celulares, R$ 402, pulseiras de miçangas, patuá e um boneco, que segundo informações eram usados em prática de magia negra.

A justificativa para tanta barbárie seria o diabo, como disse a tia. Segundo a autora, eles ouviam vozes, que eram do diabo, e por isso, praticavam as torturas. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro e deve ser repassado para a Depca para investigação.

Clique aqui e confira a entrevista em vídeo com a suspeita.

Jornal Midiamax