Polícia

5 dias após assassinato, rapaz se apresenta e diz que matou por ser chamado de ‘talarico’

Ele também foi ameaçado 

Midiamax Publicado em 21/12/2016, às 20h09

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Ele também foi ameaçado 

Na tarde desta quarta-feira (21) Thiesero Luan Quevedo dos Santos, de 23 anos, se apresentou na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande e confessou o assassinato de Vitor Hugo Gomes Fernandes, de 20, na última sexta-feira (16), no Jardim Nhanha. Na data, a vítima e um amigo, de 21 anos, foram feridos a tiros e no caminho até o hospital ainda sofreram um acidente.

Todo o crime, segundo o próprio suspeito, teria acontecido depois de uma ligação e uma série de ameaças por conta de uma suposta traição. Para a polícia, Thiesere contou que se envolveu com uma mulher conhecida como ‘Gabi’, em uma noite na boate. Logo após a ‘ficada’, ele recebeu uma ligação da vítima, que alegou ter um relacionamento com a mesma mulher.

O rapaz relatou que na época, Vitor Hugo estava preso e descobriu o telefone dele através de conhecidos dentro do presídio. Por telefone, ele foi chamado de ‘talarico’ e ameaçado de morte, assim que a vítima deixasse a cadeia.

Uma semana antes do crime, Thiesere relatou que estava em frente a uma boate localizada na Avenida Bandeirantes, mesmo local onde o homicídio ocorreu, quando Vitor Hugo passou por ele e simulando uma arma com as mãos, fez novas ameaças. Depois disso, com medo, ele comprou uma pistola .380 por R$ 1.500 e começou a andar armado.

No dia 16 de dezembro ele estava na mesma boate, quando a cena se repetiu: Vitor passou por ele e ‘atirou’ com a mão. Thiesere então foi até o carro, pegou a arma que estava escondida e voltou para frente do estabelecimento. Foi então que a vítima, conduzindo uma motocicleta, se aproximou com Gabriel Mendes Santos, de 21 anos, como passageiro.

Foi o amigo de Vitor, segundo o suspeito, que teria apontado a mão para ele e temendo que o desafeto estivesse armado, reagiu primeiro, baleando os dois. Para a polícia, o rapaz confessou que mesmo com toda a história, não conhecia nenhuma das vítimas pessoalmente.

Acompanhado do advogado, Amilton Ferreira de Almeida, Thiesere prestou depoimento, entregou a arma e foi liberado, já que não havia situação de flagrante, nem pedido de prisão contra ele. Segundo o delegado João Belo Reis, as equipes de investigação já haviam identificado o suspeito e só por isso ele procurou a delegacia.

A entrega da pistola, também foi uma exigência do delegado para que ele se apresentasse. De acordo com o delegado, o autor tem uma vasta ficha criminal, com várias passagens ainda quando adolescente. Já como adulto, foi preso em flagrante por porte de arma, tráfico e uso de moeda falsa. O rapaz foi indiciado por homicídio simples e tentativa de homicídio, contra Gabriel.

O caso

Conforme informações do boletim de ocorrência, por volta das 0h20 equipe da Polícia Militar foi acionada para ir até a Santa Casa, onde os dois rapazes feridos a tiros tinham dado entrada. No local, foi constatado que uma das vítimas, Vitor Hugo, não resistiu aos ferimentos.

A atendente do Pronto Socorro contou aos policiais que as vítimas chegaram em um Peugeot preto. Inicialmente, os dois rapazes foram socorridos por um amigo em um Golf preto, mas no caminho do hospital o carro bateu com outro na esquina da Rua 14 de Julho com a Marechal Rondon. Vitor Hugo foi atingido no peito e Gabriel na virilha. 

Jornal Midiamax