Polícia

2 meses antes de matar por ciúmes, Thamara esteve em atentado ao CMO

Inquérito sobre assassinato foi concluído no fim do mês de julho

Gerciane Alves Publicado em 09/08/2016, às 21h24

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Inquérito sobre assassinato foi concluído no fim do mês de julho

Dois meses antes de assassinar Victória Correia Mendonça, de 18 anos, na Vila Popular, Thamara Arguelho, de 21, foi presa por tráfico de drogas e por participar de um atentado ao CMO (Comando Militar do Oeste). Um dos ocupantes do veículo em que Thamara estava disparou duas vezes contra o prédio. Com ela a polícia encontrou ainda cocaína.

Segundo boletim de ocorrência registrado no dia 5 de maio, após ser comunicado sobre o atentado a polícia realizou diligência para localizar os envolvidos. Além de Thamara, mais quatro pessoas foram localizadas em um veículo Gol no Bairro Jardim Sayonara. Debaixo do banco do carona a polícia encontrou um revólver calibre 38 com duas munições intactas e duas cápsulas deflagradas.

Na época Thamara disse que não sabia que um dos colegas estava armado. Após revista pessoal a polícia encontrou na barra da calça da jovem um papelote de cocaína que ela disse ter comprado de um desconhecido e pagado R$ 20. Na data a jovem disse que já havia cumprido 8 meses de prisão por tráfico de drogas.

Homicídio

No dia 29 de julho o inquérito sobre a morte de Victória Correia Mendonça foi concluído, segundo a delegada Rozeli Dolor, da 7ª Delegacia de Polícia Civil. Porém até o momento a arma usada no crime não foi localizada. A polícia continuará fazendo buscas, segundo a delegada que não quis revelara detalhes sobre as suspeitas de localização da arma.

O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de julho na Rua Luiz Bento, Vila Popular, região oeste de Campo Grande. Ela foi até o portão da residência após a suspeita tê-la chamado pelo nome quando foi recebida a tiros. Weverton Silva Ayva, de 28 anos, o 'Boneco', que tem passagens pela polícia desde 2006 e hoje cumpre pena por roubo, seria o pivô do assassinato de Vitória.

Victória e o rapaz terminaram relacionamento há aproximadamente seis meses, quando a suspeita começou a namorá-lo. Conforme os vizinhos, que também fizeram a mesma declaração à polícia, as duas 'trocavam farpas' pelo Facebook.

Jornal Midiamax