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VÍDEO: execução de PM em 2012 pode ter sido queima de arquivo

Polícia reabriu caso e diz acreditar em queima de arquivo

Midiamax Publicado em 13/04/2015, às 19h48

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Polícia reabriu caso e diz acreditar em queima de arquivo

A DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) reabriu as investigações da morte do subtenente da Polícia Militar Carlos José Silveira de Souza, executado a tiros no dia 17 de dezembro de 2012, enquanto abastecia o carro em um posto de combustíveis da BR-163 em Campo Grande.

A polícia trabalha com a hipótese de que a morte do militar tenha sido queima de arquivo. O motivo, o envolvimento da vítima na Operação Fumus Malus, que desarticulou uma quadrilha composta por civis e PMs, 24 pessoas, envolvidas com contrabando de cigarro em 2011.

De acordo com o delegado Valmir Moura Fé, duas linhas de investigações foram traçadas: uma para localizar o executor e outra para identificar os mandantes do crime. “Por causa do passado do subtenente acreditamos que algumas pessoas queriam a morte dele. Isso por medo de que ele relatasse outros envolvidos no esquema de contrabando”, explica.

Com o inquérito nas mãos, o delegado lembra detalhes do caso. No dia, Carlos saiu do plantão no Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), por volta das 8 horas e foi seguido por um Fiat Punto, preto, até um posto de combustíveis, onde o militar parou para abastecer o carro. Lá, um homem desceu do Punto, foi até o subtenente e descarregou a pistola 9 milímetros na vítima.

Souza, que também foi comandante da PMA (Polícia Militar Ambiental) de Naviraí, distante a 366 quilômetros da Capital, morreu ao lado de uma bomba de combustível, com pelo menos nove tiros. No carro dele foram encontrados R$ 9.500, além de seis celulares e blocos de anotações.

Muitas das mensagens nos celulares estavam codificadas e aos poucos vão sendo esclarecidas. “Identificamos também vários depósitos de quantias altas nas contas do subtenente e mensagens comprometedoras”, afirma Moura Fé.

O resultado da operação em que Carlos era investigado também já foi solicitado ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para somar nas investigações e a DEH espera apresentar os responsáveis pela morte do militar em breve. Aqueles que têm informações sobre o caso podem entrar em contato com o delegado pelo telefone: (67) 3318-9045. 


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