Polícia

Usuário inventou ‘sequestro’ em boca de fumo e reclamou da mãe na polícia

Dois foram presos no Nhanhá com a farsa

Wendy Tonhati Publicado em 23/06/2015, às 13h18

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Dois foram presos no Nhanhá com a farsa

O consultor de telefonia de 33 anos, que disse ter sido sequestrado no dia 8 deste mês, em Campo Grande, vai responder por denúncia caluniosa, já que fez duas pessoas serem presas pelo suposto crime, quando tudo não passou de uma mentira.

De acordo com o delegado Gustavo Ferraris, da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), o homem se apresentou à polícia e confessou que o cárcere foi uma farsa. Ele ainda havia dito que a motocicleta dele havia sido roubada, mas na verdade, ele havia trocado na ‘boca de fumo’.

Conforme o delegado, o amigo do consultor, que também disse ter sido sequestrado, ainda não procurou a polícia. Na segunda-feira (22), a mãe do rapaz voltou a procurar a polícia, dizendo que ele havia desaparecido. Dessa vez, ele foi até as autoridades, disse ser usuário de drogas e que mesmo sendo casado, a mãe acaba interferindo na vida dele.

Sequestro e retorno

O consultor teria ficado desaparecido entre os dias 8 e 12 deste mês. Ele reapareceu em casa e afirmou aos familiares que estava preso em uma boca de venda de drogas localizada no Jardim Nhanhá. De acordo com a mãe do rapaz, ele chegou a casa na madrugada e afirmou ter uma dívida antiga com traficantes e que teria resolvido fazer o pagamento.

Quando ele chegou ao ponto de venda de drogas, teria sido preso e os traficantes ainda teriam se apossado de sua moto, uma Honda Biz vermelha.

Prisão de inocentes

Após a denúncia, a Polícia Militar foi até o suposto cativeiro e um casal foi preso por manter os dois homens em cárcere privado. As vítimas reconheceram os dois como responsáveis por mantê-los na residência.

Durante a revista, os militares encontraram uma pedra de pasta base com a jovem. O casal negou participação no sequestro e disse que fazia uso de drogas. As vítimas ainda disseram que outro homem teria ficado na residência durante os dias de cárcere.

Jornal Midiamax