Polícia

Suspeito de matar padrasto da namorada na Capital já foi indiciado pela polícia

Vítima e suspeito eram estelionatários e já ficaram presos na mesma cela

Wendy Tonhati Publicado em 18/06/2015, às 13h15

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Vítima e suspeito eram estelionatários e já ficaram presos na mesma cela

A Polícia Civil já indiciou Ismael da Silva Dauzaker, de 22 anos, suspeito de matar o sogro Eduardo Afonso Sampaio de Andrade, de 39 anos, no último domingo (14), em Campo Grande. Ismael era namorado da enteada da vítima e os dois já haviam sido presos por aplicar golpes em empresas da Capital.

De acordo com o delegado Jairo Carlos Mendes, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, o rapaz se apresentou à polícia na terça-feira (16). Como já havia passado o período de flagrante, ele foi liberado, mas a polícia analisa a possibilidade de pedir a prisão preventiva dele. A arma utilizada no crime também já foi apreendida.

Conforme o delegado, mesmo os dois sendo estelionatários, a polícia não apurou motivos de desavenças nos “negócios”. A causa da morte teria sido uma desavença familiar entre a vítima o suspeito pouco antes do crime.

Na data, mãe e filha contatam à polícia que os envolvidos participavam de um churrasco.  Eduardo e mulher estavam brincando de “soquinho” e um empurrão de “brincadeira” teria iniciado a briga.

O namorado da enteada teria reclamado da atitude de Eduardo, que deu um tapa no rosto do rapaz. Mãe e filha tentaram deter os dois, mas o rapaz conseguiu se soltar e foi até a sala buscar a arma.

Os dois acabaram se encontrando na sala da casa, momento no qual Ismael fez os disparos e fugiu a pé. 

Golpes

Eduardo e Ismael da Silva foram presos em 2012 por aplicarem golpes em comerciantes e empresários.  A dupla foi presa junto com Luciano da Cruz Lopes, de 37 anos. Na época, o trio foi surpreendido logo após entregar um cheque fraudado para a vítima, proprietária de uma empresa de Sidrolândia. Eles pagavam mercadorias com cheques fraudados e depois revendiam os produtos com preço abaixo do de mercado em estabelecimentos de Campo Grande.

Eduardo Afonso era contador e tinha diversas ocorrências como autor de estelionato.

Jornal Midiamax