Polícia

Suspeito de matar homem a tiros vai a júri popular e alega legítima defesa

Ele matou um desafeto com três tiros em 2013

Renata Portela Publicado em 02/10/2015, às 13h11

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Ele matou um desafeto com três tiros em 2013

Breno Félix da Cruz, de 25 anos, foi a júri popular na manhã desta sexta-feira (2), pelo crime de homicídio cometido em 4 de agosto de 2013. Na ocasião, Breno teria matado Rogério Santos Rocha com três tiros, após uma partida de futebol em um campo localizado na Avenida Tamandaré, na Vila Marli.

Para a equipe de reportagem do Jornal Midiamax, Breno disse que espera um bom resultado do julgamento e afirma que agiu em legítima defesa. Ele contou que a briga entre a família dele e de Rogério é antiga e que, em 2006, perdeu o irmão, também vítima de homicídio, por causa da rixa entre as famílias. Breno não foi preso em flagrante e aguardou o julgamento em liberdade, se escondendo na casa de um parente em Rio Negro.

De acordo com a defesa, Breno alegou que não se entregou na época, porque em janeiro de 2013 foi vítima de um disparo de arma de fogo que o atingiu na boca. Ele afirma que iniciou tratamento no Hospital Universitário e que tinha medo de ser preso e não poder concluir o tratamento. O advogado de Breno, Marcos Ivan, afirma que o caso se trata de uma rixa antiga entre as famílias e que Breno só atirou em Rogério para se defender.

A versão contada pelo advogado e por Breno é de que o suspeito jogava futebol e, quando a partida terminou, Rogério foi até o campo e começou a ameaçá-lo. Breno teria pegado o filho, um bebê, no colo e estava indo embora quando Rogério teria ordenado que ele deixasse a criança no chão para que eles resolvessem a rixa.

Segundo o depoimento, Rogério teria colocado a mão na cintura, ameaçando pegar uma arma, momento em que Breno colocou o filho no chão e deu três disparos na vítima. Nos registros policiais consta que Rogério foi atingido por um disparo nas costas e mais dois na cabeça. “Eu sei que atirei, mas não sei onde pegou” declarou Breno antes de ir para o julgamento.

O advogado de defesa alega inexigibilidade de conduta diversa e afirma que não havia outra forma de Breno se defender, a não ser atirando em Rogério. Breno alega que comprou uma arma de fogo após ter sido vítima do disparo em janeiro de 2013. Ele diz que comprou justamente para se defender, uma vez que o crime não havia sido concluído e o autor dos disparos não foi preso.

Jornal Midiamax