Suspeito de assassinato em Portugal vai participar de audiência por videoconferência

O rapaz foi preso no Aero Rancho
| 30/07/2015
- 23:09
Suspeito de assassinato em Portugal vai participar de audiência por videoconferência

O rapaz foi preso no Aero Rancho

Weslley Ribeiro Primo, de 20 anos, que foi preso no dia 22, no Bairro Aero Rancho, região sul de Campo Grande, apontando como o responsável pelo assassinato de um taxista em Lisboa, Portugal deve permanecer detido em uma das celas do complexo penitenciário de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste, região leste. O rapaz vai participar de audiências por videoconferência com o juízo daquele país.

A ação está sendo conduzida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande após o apoio do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), do Ministério da Justiça, que solicitou a Autoridade Central Portuguesa. Com isso, o processo ocorre por meio de “cooperação jurídica internacional em matéria penal e, consistente em viabilizar audiência por videoconferência”.

A ação foi baseada nos fundamentos de aplicação da Lei Penal no espaço, tendo como base o princípio da extraterritorialidade penal condicionada. Todas as ações são realizadas no âmbito estadual, porém com ratificação das esferas estaduais.

Caso

O campo-grandense Weslley Ribeiro Primo, de 20 anos, foi preso por conta de um mandado de prisão de Lisboa, em Portugal, por conta da morte do taxista de 66 anos, Virgílio Cabral, que foi atingido por golpes de faca no pescoço e nas costas.

O taxista tinha combinado uma saída com dois homens, mas foi encontrado morto em casa pelos vizinhos. De acordo com o delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, na época Weslley morava por lá. “A mãe dele mora lá, após o crime, ele voltou para o Brasil, pois aqui mora o pai. E por isso, o mandado de prisão também foi enviado para cá”, explica.

O mandado foi enviado para a 1ª Vara, onde houve a aprovação da busca. O caso foi investigado pelo SIG (Setor de Investigação Geral) da DPC (Delegacia da Polícia Civil), que encontrou e deteve suspeito. A morte da vítima chegou a ter repercussão em Portugal e foi acompanhado pelas mídias locais.

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