Polícia

Suspeita de matar namorada confessa assassinato e alega legítima defesa

Mulher se apresentou e foi liberada após depoimento

Midiamax Publicado em 09/04/2015, às 14h53

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Mulher se apresentou e foi liberada após depoimento

Scarlet Maciel da Silva, de 23 anos, se apresentou nesta quinta-feira (9), na 5ª Delegacia de Polícia e confessou ter assassinado Laura Regina de Souza Ortiz, de 20 anos. As duas tinham um relacionamento homoafetivo e moravam juntas há três meses. A suspeita disse à polícia que cometeu o crime em legítima defesa.

Conforme o delegado João Reis Belo, responsável pelas investigações, o assassinato ocorreu na madrugada do último sábado (4), por volta das 3 horas, durante um desentendimento que teria começado, pouco antes, em um bar na Avenida Cafezais. De acordo com o depoimento, depois de receber uma  cantada, de um homem que estava no local, Laura se sentiu ofendida e revidou jogando um copo de cerveja.

A suspeita afirma que achou desnecessário o comportamento da companheira e as duas começaram a discutir. Elas voltaram para casa, na moto da vítima, e ao chegar à residência a discussão continuou, partindo para agressão. Segundo o relato, Laura agrediu Scarlet com tapas e mordidas e em seguida arrastou a companheira para a rua.

Ao passar pela cozinha, Scarlet pegou uma faca de serra, que utilizou para esfaquear a vítima. Laura foi atingida com golpes no abdome, braço e queixo. Scarlet diz que a companheira caiu no chão e que ela fugiu em seguida. A casa onde elas moravam estava com várias marcas de sangue e o delegado diz acreditar que a vítima tenha se arrastado até o sofá, onde foi encontrada morta. No entanto, ele não descarta a hipótese de que ela tenha sido levada para a residência.

O advogado de Scarlet, Luiz Ricardo, entrou em contato com o delegado responsável pelo caso e informou que a cliente iria se apresentar. Nesta manhã, ela prestou depoimento, acompanhada com o defensor, e foi liberada em seguida. A suspeita não tem antecedentes criminais e deve responder por homicídio doloso,quando há intenção de matar.

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