Polícia

Sindicato diz que falta de informação aos pacientes levou a confusão em UPA

Presidente de sindicato rebateu críticas recebidas em ação da guarda municipal

Wendy Tonhati Publicado em 15/04/2015, às 17h48

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Presidente de sindicato rebateu críticas recebidas em ação da guarda municipal

O presidente do Sindgm (Sindicado dos Guardas Municipais), Hudson Bonfim rebateu nesta quarta-feira (15), às críticas recebidas pela GCM (Guarda Civil Municipal) após a confusão entre agentes e pacientes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, em Campo Grande.

Segundo Bonfim, a confusão a confusão envolveu a omissão por parte dos servidores e dos responsáveis pela UPA, em comunicar aos pacientes a situação em que o atendimento estava e que poderia demorar até serem atendidos.

“Não falam da superlotação. A assistente social não faz o papel dela. As pessoas estão com os ânimos exaltados, até porque quem vai ao posto, não vai porque gosta. As pessoas começam a ficar irritadas. Não há o atendimento, as coisas começam a ficar agitadas e vai refletir no guarda municipal”, disse Bonfim.

Bonfim diz que o vídeo que circulou na internet mostrando a confusão não mostra tudo o que aconteceu. Ele diz que o paciente que se exaltou desacatou os funcionários, chutou a porta e simulou um enfarto. “A gente tem que vem um servidor público, uniformizado sendo agredido. O guarda tomou um tapa na cara fazendo a função dele, porque alguém deixou de fazer a dela”, critica. “ [As pessoas] Veem um pai de família sendo preso e fala: um coitado. Mas foi preso porque se excedeu. Se excedeu por causa da falta de atendimento. Uma coisa leva a outra”, acrescenta .

Entenda o caso

A confusão que começou entre um paciente e dois guardas civis municipais terminou na delegacia.  Na noite dessa terça-feira (14), por volta das 21h45, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, o paciente de 49 anos, chegou ao local e começou a chutar a porta da triagem, dizendo que estava com dor de dente e tinha de ser atendido. Diante da situação, um dos guardas civis municipais teria informado que os atendentes não estavam no local e pedido para que o homem esperasse na recepção.

Segundo os relatos, ao se virar, o paciente teria voltado a chutar a porta da triagem. O servidor diz que tentou conversar com o suspeito e acabou agredido. Os dois começaram a brigar e o paciente teria dado uma cabeçada no servidor.

Ainda de acordo o depoimento, o guarda civil municipal solicitou ajuda de outro servidor e os dois tentaram conter a vítima, mas foram impedidos por outros pacientes que aguardavam na recepção. Eles alegam que depois disso foram agredidos com chutes, socos e cabeçadas.

Os guardas contam que solicitaram apoio e os demais pacientes deixaram o local. Um vídeo gravado por pessoas que estavam na UPA, mostra que os dois guardas municipais seguravam o homem que estava passando mal e os demais pacientes se envolveram na confusão para impedir a abordagem.

Jornal Midiamax