Polícia

Seminário sobre chikungunya reúne profissionais de saúde em Campo Grande

Foram discutidas quais as ações devem ser realizadas

Diego Alves Publicado em 14/04/2015, às 01h15

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Foram discutidas quais as ações devem ser realizadas

Durante dois dias (9 e 10/4), Campo Grande (MS) sediou o 1° Seminário Centro-Oeste de Chikungunya: novo desafio para saúde pública nas Américas.

Organizado pela Fiocruz Mato Grosso do Sul, o evento reuniu profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), representantes de instituições que integram a rede pública e/ou privada de saúde, além de estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores de todas as regiões do Brasil.

Foram discutidas quais as ações devem ser realizadas quanto aos procedimentos clínicos, controle e vigilância da chikungunya e também da dengue, doenças semelhantes e transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti.

Para o coordenador do evento e da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, é necessário organizar uma rede de atenção aos casos suspeitos de forma diferente do que sempre foi feito em relação à dengue.

Ao contrário do que ocorre durante as epidemias de dengue, a nova doença apresenta razoável possibilidade de se tornar crônica, ou seja, um percentual de doentes continuará a exigir cuidados por períodos prolongados.

“Infelizmente não podemos impedir que uma epidemia de chikungunya se instale não só em nosso Estado, mas em todo o Brasil. É apenas uma questão de tempo para que isso aconteça, e precisamos estar preparados”, alertou Venâncio.

O diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Marcelo Turine, participou da mesa de abertura do seminário e ressaltou a importância do evento, que trata de uma área estratégica para o Brasil, que é a saúde pública.

“Em tempos de crise nacional, representa um grande desafio a busca de meios para darmos continuidade às indispensáveis ações em Saúde. Em Mato Grosso do Sul a Saúde é uma prioridade, inclusive nas pesquisas de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Fundect, por exemplo, possui parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e anualmente lança editais para fomento de projetos de pesquisas científicas. Mesmo com a crise, está garantida a abertura de um novo edital para o Programa de Pesquisa do SUS (PPSUS), com previsão de aproximadamente um milhão de reais em investimentos para a área aqui no Estado”, garantiu Turine.

A doença Chikungunya

De acordo com o dialeto africano makonde, chikungunya significa “aqueles que se dobram” – uma referência ao andar curvado dos pacientes devido às fortes dores.

O vírus da chikungunya é transmitido aos humanos pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Depois de infectado, o paciente apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como a presença de dores intensas nas articulações e febre, porém, em muitos casos essas dores não duram somente semanas, mas meses ou até anos, podendo ocorrer inclusive lesões permanentes.

Jornal Midiamax