Polícia

“Rixa” por causa de PCC teria motivado morte em canteiro de obras de Dourados

Testemunhas dizem que suspeito é membro de facção

Midiamax Publicado em 31/10/2015, às 22h46

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Testemunhas dizem que suspeito é membro de facção

O interno do semiaberto, Adriano da Silva, de 34 anos, foi encontrado morto neste sábado (31) com 11 perfurações de tiro na obra que trabalhava no Bairro Estrela Porã, em Dourados. Funcionários da obra reconheceram o autor como sendo Carmo Alves Felicio, de 39 anos, foragido há cinco dias do EPMRSA-D (Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Semiaberto de Dourados). Segundo eles, Carmo é do PCC (Primeiro Comando da Capital) e teria uma “rixa” com Adriano.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estaria saindo do serviço quando foi executado em frente a porta do alojamento.

O gerente da empresa afirmou que vários funcionários são internos do semiaberto. Uma testemunha, que mora perto da obra, teria ouvido os disparos e visto dois homens com uniforme saindo correndo do local em uma rua lateral. Segundo ela, o homem que levava a arma tinha ainda um capacete na outra mão. O outro suspeito também carregava um capacete e ferramentas.

O boletim de ocorrência ainda cita que muitos funcionários, que não quiseram se identificar, estavam trabalhando em cima dos prédios e viram o crime. Eles reconheceram o autor e disseram que ele já trabalhou no local, o que explicaria o uniforme, mas não souberam dizer quando.

Os funcionários afirmaram que Adriano é contra o PCC, do qual Carmo e outro homem, Renan Oliveira Freitas, fazem parte. Renan trabalha na obra, mas a polícia ainda não sabe o envolvimento dele no homicídio. Os dois têm uma “rixa” com Adriano, o que teria culminado em sua morte. Segundo boletim, Carmo está foragido do semiaberto desde o dia 26 deste mês, e Renan saiu ontem (30) em condicional.

A Perícia contou cinco perfurações no tórax, quatro nas costas e duas no antebraço. Foram recolhidas no local, três munições deflagradas. O caso foi registrado como homicídio simples na Depac-DDOS (Delegacia de Pronto Atendimento de Dourados). 

Jornal Midiamax