Polícia

Receio de testemunhas em depor sobre execução de ex-deputado prejudica investigações

Delegado responsável diz que as pessoas não querem falar sobre caso

Midiamax Publicado em 07/10/2015, às 21h59

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Delegado responsável diz que as pessoas não querem falar sobre caso

As investigações sobre a execução do ex-deputado Oscar Goldoni continuam, mas, segundo o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, responsável pela investigação, Patrick Linares da Costa, o medo das testemunhas em falar sobre o crime está prejudicando a conclusão do inquérito. O crime aconteceu no dia 15 de setembro, quando ele foi atingido por tiros de fuzil.

“As pessoas até vem a Delegacia depor sobre o caso, mas dizem que não sabem de nada. Quando perguntamos sobre ele ter inimigos, a resposta é a mesma. Ninguém quer comentar sobre o caso. Isso dificulta muito as investigações”, disse o delegado. Segundo ele, são três linhas de investigação, mantidas em sigilo para não atrapalhar a apuração.

O delegado também comentou que o celular do Goldoni está sendo investigado. “Ainda não saiu o laudo pericial do celular, mas esperamos que ele ajude bastante nas investigações”, ressaltou ele.

O ex-deputado estadual e federal estava Ele foi prefeito da cidade em 1993 e 1994 pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista).

Sobre o crime

Goldoni, de 66 anos, foi morto por volta das 11h40 a tiros na frente do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Ponta Porã, cidade a 346 quilômetros da Capital.

No momento em que subia na caminhonete Hilux, prata, placa OOH-4966 de Ponta Porã, ele foi surpreendido pelos suspeitos, que estavam em outro veículo. Ele foi atingido por tiros de fuzil, calibre 556 e pistola 9 mm.

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